ATUALIDADE

27/01/2016


Brasil não voltará a crescer sem
recuperação de vizinhos, diz Dilma

'Nós sairemos dessa situação em conjunto', afirmou presidente no Equador. Ela participa de cúpula de países da América Latina e do Caribe, em Quito.

A presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil não voltará a crescer se os demais países da América Latina também não se recuperarem. A declaração foi dada nesta terça-feira (26) em Quito, no Equador, onde a presidente participa da Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribe (Celac).

"Nós temos muita consciência de que o Brasil não retoma a sua capacidade de crescer (...) Sem o crescimento dos demais países da América Latina. Sem que os demais países da América Latina tenham também condições de se recuperar", disse a presidente.

Ela afirmou ainda que os países latino americanos enfrentam "uma situação bastante adversa no cenário internacional", com queda no preço do petróleo e das demais commodities e desaceleração do crescimento da economia chinesa.

"Isso provocou uma forte valorização do dólar, que afeta as nossas economias. Nós tivemos uma desvalorização muito significativa", disse a presidente. "Na metade do meu primeiro governo, o dólar estava um para 1,5 real. Hoje está um dólar para 4 reais."

Segundo a presidente, é "fundamental" construir uma cooperação entre os países, "principalmente nesse momento de crise". "Ela já é fundamental nos momentos em que todos nós crescíamos, agora ela é fundamental justamente porque nós sairemos dessa situação em conjunto".

Laços bilaterais e linhas de crédito

Ao chegar em Quito, Dilma foi recebida pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, no Palácio Carondelet, sede do governo. Após o encontro, estava programada a chamada reunião ampliada, da qual participariam ministros dos dois governos, e na sequência os presidentes dos dois países teriam um jantar.

Segundo a agência France Presse, na a conversa os presidentes concordaram em impulsionar os laços bilaterais e alavancar linhas de crédito brasileiro para o país equatoriano. Correa garantiu que ambos combinaram resolver os obstáculos ao acesso de produtos equatorianos, como a banana, o camarão, ou o atum para o Brasil, um dos três países com os quais o Equador tem maior déficit comercial.

As equipes de trabalho de ambos os governos se reunirão na primeira semana de março para buscar soluções para esses problemas, explicou Correa. A presidente Dilma afirmou que, na reunião, também se acertou a fortalecer "os investimentos de empresas brasileiras no Equador, em especial em infraestrutura".

Segundo o presidente equatoriano, nesse encontro de março, poderão ser concedidas novas linhas de crédito do Brasil ao país. Porém, Correa não deu mais detalhes. "Se tivéssemos financiamento, poderíamos importar certas coisas. O que eu mais gostaria é que se importassem bens de capital (...) como ônibus e caminhões do Brasil", garantiu.

Correa e Dilma Rousseff também conversaram sobre "um sonho compartilhado, no qual nos atrasamos", em referência ao eixo multimodal Manta (Equador)-Manaus (Brasil). Por esta via alternativa terrestre e fluvial, "o Brasil teria acesso para a costa do Pacífico, sem ter de passar pelo canal do Panamá", completou o presidente equatoriano.

Celac

Nesta quarta, Dilma participará, ao lado de outros chefes de Estado e de governo, da cúpula da Celac. Na reunião, a presidência do grupo será transferida do Equador para a República Dominicana. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o objetivo do encontro em Quito é estabelecer as diretrizes para a continuidade das atividades de articulação política, cooperação setorial e relacionamento externo da comunidade.

Esta é a primeira viagem internacional de Dilma neste ano. Enquanto estiver no exterior, o vice-presidente Michel Temer exercerá a Presidência da República de forma interina. Ela volta a Brasília na noite desta quarta-feira (27).

Fonte:  G1



ATUALIDADE

13/01/2016


Ato contra reajuste de tarifa de ônibus
prejudicou trânsito em São Paulo

O valor da tarifa dos trens da CPTM, assim como do metrô e dos ônibus de São Paulo, aumentou no último sábado (9).

Cerca de 40 manifestantes protestaram nesta quarta-feira (13) pelas ruas da zona oeste da cidade contra o aumento das tarifas de transporte em São Paulo.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que o protesto, já encerrado, começou por volta das 7h em frente ao terminal de ônibus Butantã, na avenida Vital Brasil, interditando duas faixas da avenida.

Com faixas, o pequeno grupo de manifestantes começou a deslocar em direção à rua da Consolação. Por volta das 7h30, os manifestantes interditavam duas faixas da avenida Rebouças, o que provoca um intenso congestionamento na região, que se estende até depois do terminal Butantã.

Às 7h30, a zona oeste registrava 7 km de morosidade: os motoristas que trafegavam da avenida Francisco Morato em direção à av. Eusébio Matoso encontravam 1,4 km de lentidão.

Às 8h, o grupo interditava três das cinco faixas da avenida Brigadeiro Faria Lima, na altura da rua Teodoro Sampaio, em direção ao Largo da Batata. A CET informou que os motoristas enfrentavam 1,1 km de congestionamento na região.

O valor da tarifa dos trens da CPTM, assim como do metrô e dos ônibus de São Paulo, aumentou no último sábado (9). O governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), decidiram reajustar as passagens unitárias de R$ 3,50 para R$ 3,80. O aumento de 8,6% será um pouco abaixo da inflação acumulada —a previsão do IPCA para 2015 é de 10,72%.

Protesto Sufocado

O segundo ato expressivo contra a alta das tarifas de transporte em São Paulo realizado no final da tarde desta terça-feira (12) foi marcado pela nova estratégia da polícia, que reprimiu com intensidade antes de haver confronto com "black blocs".

Ao menos oito pessoas foram detidas e, segundo organizadores do ato, 28 ficaram feridas. O MPL (Movimento Passe Livre) relatou casos de violência policial. O governo negou abusos.

O secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, disse que a PM usou a força em um protesto promovido pelo MPL porque os manifestantes "investiram contra os policiais" para furar o bloqueio que os impedia de seguir por um trajeto não combinado previamente. "Não é possível que uma manifestação se transforme em anarquia", disse Moraes.

A polícia jogou bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral quando os manifestantes ainda se concentravam na praça do Ciclista, na avenida Paulista. Moraes alegou que é uma exigência legal noticiar previamente o caminho de um protesto. Segundo o secretário, os representantes do MPL, que organizou o ato, não comunicaram previamente o caminho a ser percorrido.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/



ATUALIDADE

16/12/2015


As decisões do STF que podem mudar o impeachment

O Supremo Tribunal Federal (STF) se reúne na tarde desta quarta-feira em sessão histórica para analisar como deve tramitar no Congresso o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Há exatas duas semanas, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, tomou a polêmica decisão de dar início ao trâmite que decidirá sobre a possível realização de um julgamento que pode cassar Dilma.

Já a primeira etapa do procedimento – a eleição dos 65 deputados que formarão uma Comissão Especial para emitir uma parecer recomendado ou não a abertura de fato de um processo – foi alvo de intensa disputa política entre governo e oposição, culminando em uma tensa votação no plenário da Câmara na terça-feira da semana passada, com direito a urnas quebradas e agressões de ambos os lados.

O principal ponto da polêmica foi a decisão de Cunha de realizar uma votação secreta para definir qual chapa de deputados levaria a maioria das vagas na comissão, se a governista ou a oposicionista. A percepção era que o voto fechado permitiria a parlamentares da base governista trair o governo sem risco de retaliação. O resultado foi que a chapa oposicionista levou a disputa com 272 votos contra 199 em apoio à governista.

Imediatamente após a votação, parlamentares da base do governo acionaram o STF, questionando a legitimidade de uma votação secreta. Diante da gravidade da questão, o ministro Edson Fachin decidiu suspender o processo e levar a questão ao plenário do Supremo, para que os onze ministros possam decidir coletivamente.

A previsão é de que na sessão de hoje os ministros decidam não só se a votação da semana passada deve ser anulada e realizada novamente com voto aberto, mas também esclareçam outras polêmicas do trâmite de impeachment, estabelecendo um rito claro de como deve ocorrer o processo.

Mas por que é o STF que decide isso?

Em resumo, é o Supremo que tem a função de garantir o respeito à Constituição Federal, a principal lei do país. Esse documento prevê, entre várias outras coisas, quais são os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos, como os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário devem funcionar e, de modo geral, como funciona um processo de impeachment.

Tudo que é decidido no Congresso e todas as demais leis aprovadas por ele devem respeitar normas e princípios previstos na Constituição. Cabe ao Supremo avaliar se isso está de fato ocorrendo e intervir em caso contrário, por exemplo anulando eventuais decisões dos parlamentares que julgue inconstitucional.

A análise do Supremo inclusive se estende sobre leis anteriores a 1988. Cabe a ele analisar que trechos das leis antigas que seguem em vigor estão de acordo com a Constituição de 1988 e quais perderam validade.

A lei que detalha o procedimento de impeachment é de 1950 – a análise central que o Supremo fará hoje é justamente sobre o conteúdo dessa lei.

"O processo de impeachment é uma função atípica do Congresso, pois nesse caso está julgando um suposto crime de responsabilidade e não exercendo sua função principal de legislar", observa Pedro Abramovay, ex-secretário Nacional de Justiça no governo Lula.

Por isso, é natural que o Supremo interfira, ressalta: "O impeachment não é uma decisão apenas política, é também jurídica, feita por um órgão que não está aparelhado para isso. Então, a forma como será tomada essa decisão, como será o processo, tem que ser estabelecida pelo Supremo".

O presidente da Associação Juízes para a Democracia, André Augusto Bezerra, considera a ruim a "judicialização da política". No caso do impeachment, porém, diz que é muito importante que o Supremo assuma o papel de "guardião da legalidade".

"Veja bem, os direitos que estão em jogo são de suma importância. O impeachment está previsto na Constituição, mas é uma medida excepcional. Tem que tomar cuidado. Ele pode levar à presidência da República alguém que não foi eleito para isso", ressalta.

Impeachment de Collor como referência?

Mas se o impeachment do Collor ocorreu em 1992, portanto regido já pela Constituição de 1988, por que tantas dúvidas e questionamentos sobre o trâmite a ser adotado? Não bastaria replicar o procedimento realizado em 92?

Naquela ocasião, o Supremo também foi acionado a se posicionar em várias questões. Ele, por exemplo, garantiu um tempo mais amplo de defesa para Collor do que estava sendo dado pela Câmara.

No entanto, os juristas consideram natural que haja de novo intensa disputa em torno do procedimento, dada a sua gravidade. E quando houve o impeachment do Collor, ressaltam, a Constituição era muito recente. Agora, após quase três décadas de sua promulgação, a interpretação em torno dela pode evoluir, o que abre espaço para novas consultas ao Supremo.

"A visão sobre a Constituição mudou, hoje ela é levada mais a sério do que em 92, quando era um texto muito novo. Isso tem que ser ponderado nesse processo", diz Abramovay, atualmente diretor para a América Latina da Open Society Foundation.

A própria substituição dos ministros ao longo dos anos influencia nesse processo. Na sua percepção, os ministros atuais entendem que o Supremo deve ter papel mais ativo ao intervir nas decisões do Poder Legislativo, caso entendam que a Constituição está sendo contrariada.

"Não dá para simplesmente aplicar hoje a decisão de um Supremo no caso Collor que era praticamente inteiro formado por ministros indicados antes da Constituição de 88", diz.

Um exemplo disso é justamente a questão do voto fechado. Segundo Oscar Vilhena Vieira, professor de direito constitucional da FGV-SP, a eleição para escolha da Comissão Especial que deu o parecer no caso de Collor foi secreta.

No entanto, nota ele, de lá pra cá houve uma evolução do debate jurídico e agora prevalece o entendimento de que todas as votações no Congresso devem ser abertas, salvo nos casos excepcionais em que está expressamente previsto na Constituição que o voto seja fechado – e a eleição para a Comissão Especial de impeachment não está entre elas.

Outro ponto que o Supremo deve avaliar hoje é se, no caso do plenário da Câmara decidir a favor da abertura de processo de impeachment, se isso implica no imediato início do julgamento pelo Senado, com afastamento automático de Dilma do cargo de presidente, ou se a decisão da Câmara deve ser submetida à análise dos senadores para ser rejeitada ou referendada – e só então ser dado prosseguimento ao processo dentro do Senado.

O governo Dilma Rousseff, a Procuradoria-Geral da República e o presidente do Senado, Renan Calheiros, encaminharam pareceres ao Supremo argumentando que a decisão da Câmara precisa ser submetida ao crivo dos senadores – casa em que Dilma tem uma base mais fiel. Já Eduardo Cunha argumenta que isso não é necessário, pois no caso de Collor houve apenas uma votação simbólica no Senado dando seguimento à decisão da Câmara.

Como o impeachment de uma presidente eleita democraticamente é uma decisão muito extrema, é natural que a lei "dificulte ao máximo esse processo", nota Vieira. Por causa disso, o professor da FGV acredita que o Senado deve sim votar em plenário se recebe ou não a denúncia aceita na Câmara.

"Esse procedimento foi atropelado no caso do Collor porque havia consenso das lideranças (a favor da abertura do processo). Mas o procedimento correto é que isso seja submetido à votação no Senado. Como não há previsão de qual deve ser o quórum, a decisão deve se dar por maioria simples", acredita.

Dos militares ao Supremo

O processo de redemocratização após o fim da Ditadura Militar (que governou o país entre 1964 e 1985) e a promulgação de uma nova Constituição Federal bastante ampla em 1988 estão por trás do processo de fortalecimento do papel do STF, afirmam juristas.

O Supremo Tribunal Federal foi criado com esse nome logo após a proclamação da República em 1889, em substituição ao Supremo Tribunal de Justiça que funcionava durante o Império. Desde então, sofreu modificações na sua operação e também intervenção de governos autoritários, como o Estado Novo (1937-1945) de Getúlio Vargas e a Ditadura Militar, que aposentaram alguns ministros.

Vieira observa que, desde a Proclamação da República, os militares exerceram "o poder moderador" durante os momentos de polarização e crise política, apeando e nomeando presidentes, até que em 1964 tomaram de fato o poder para si.

"Passaram de moderadores para usurpadores do poder", resume.

Com a redemocratização a partir de 1985 e promulgação da Constituição de 1988, o "poder moderador" passou então para o Supremo Tribunal Federal. Ele nota que hoje os apelos por um golpe militar se restringem a um grupo muito pequeno da população, o que é reflexo do amadurecimento da nossa democracia.

"Há uma mútua maturidade. Os civis estão mais maduros de não ir buscar uma aliança com os militares e os militares também deixaram de se seduzir pelo canto da sereia dos civis golpistas", observa.

Mas um ponto que gera controvérsia entre juristas é se o STF poderia ir além das decisões formais sobre como deve tramitar o impeachment e tomar uma decisão de mérito sobre se as irregularidades fiscais cometidas no governo Dilma seriam suficientes para justificar um impeachment.

Essa questão é mais delicada pois poderia significar uma interferência do Judiciário na função do Congresso de julgar o processo de impeachment. Esse ponto, no entanto, não está previsto para ser analisado hoje – deve ficar para um próximo capítulo da disputa, caso tal questionamento seja levado ao Supremo.

Fonte:http://www.bbc.com/



ATUALIDADE

09/12/2015


Oposição vence votação para comissão
e STF suspende impeachment - E agora?

Em votação tumultuada na Câmara, a oposição largou na frente e venceu a primeira quebra de braço com o governo na tramitação do processo de impeachment contra Dilma Rousseff.

Por 272 votos a 199, os deputados decidiram nesta terça que 39 dos 65 parlamentares que irão compor a comissão especial que analisará o pedido de afastamento da presidente serão de uma chapa protocolada por oposicionistas e aliados dissidentes.

Horas depois, contudo, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin suspendeu o andamento do impeachment na Câmara. Com isso, todo o processo - incluindo a instalação da comissão especial - fica parado até o próximo dia 16, quando o STF irá analisar ações movidas por políticos governistas que questionam o início da tramitação do impeachment na Câmara.

Fachin deferiu em parte um pedido feito antes da votação pelo PC do B, sigla da base governista. O partido defendeu que a votação que formou a comissão deveria ser aberta, e não fechada, como acabou ocorrendo, e que os deputados da comissão deveriam ser indicados pelos líderes de suas legendas, e não por blocos partidários.

O ministro considerou que o questionamento do PC do B sobre a votação ter sido secreta "tem plausibilidade jurídica", porque não haveria "previsão constitucional ou legal" para o voto ser fechado nessa ocasião.

Fachin, que assumiu o cargo no STF em junho, não anulou os atos praticados até agora no impeachment, mas suspendeu os prazos até a próxima semana sob justificativa de "evitar prática de atos que eventualmente poderão ser invalidados pelo STF", "obstar aumento de instabilidade jurídica" e "apresentar respostas céleres aos questionamentos suscitados".

Na tumultuada votação na Câmara, a chapa derrotada, composta por 49 integrantes indicados pelos líderes partidários, era defendida pelo governo – os deputados indicados pelo líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), por exemplo, eram todos alinhados à gestão petista, o que levou a um racha dentro do partido.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adiou a decisão em um dia, para permitir à oposição inscrever sua chapa avulsa, e determinou que os votos fossem secretos, deixando os governistas furiosos – eles recorreram ao STF para tentar anular a votação.

Algumas cabines onde os deputados registrariam seus votos acabaram danificadas na confusão entre base aliada e oposição. Mas, mesmo com a confusão, a votação foi concluída rapidamente.

A BBC Brasil conversou com parlamentares e analistas políticos para entender o impacto desse resultado, que poderá ou não ser mantido pelo STF na próxima semana. Confira:

Na prática, qual é a importância dessa vitória para a oposição?

A comissão especial será responsável por produzir o relatório final com parecer contra ou a favor ao impeachment, que será levado à apreciação do plenário da Câmara e pode influenciar o voto de muitos parlamentares.

Caso haja 342 votos pela abertura do processo, de um total de 513, a presidente será afastada temporariamente por até 180 dias, enquanto o Senado decide seu destino.

Não fosse a intervenção de Cunha e a votação desta terça, essa comissão seria, em maioria, composta por parlamentares mais alinhados ao governo.

Essa reviravolta foi comemorada por representantes da oposição, que viram o resultado como um "bom sinal" do que há por vir.

"O governo acabou. Começa agora o fim do governo Dilma", afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, um dos maiores desafetos da presidente.

O governista Silvio Costa, que deixou o PSC, minimizou a importância dessa votação. "Isso não tem importância, porque (o processo) acaba no plenário. Não vai ter impeachment e o governo vai ter uma grande vitória", avaliou o parlamentar.

A oposição já tem os votos suficientes para derrubar Dilma?

Embora tenha saído vitoriosa nesta terça, na prática a oposição ainda não tem todos os votos necessários para que o impeachment avance na Câmara.

Para evitar que o processo chegue ao Senado, Dilma precisará de um mínimo de 171 votos entre os deputados. Na votação desta terça, vista como uma espécie de prévia inesperada, o governo obteve 199, número que, logo, seria suficiente para barrar o afastamento.

Para o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), porém, o resultado é animador para os oposicionistas, pois mostra uma tendência de redução cada vez maior do apoio à petista.

"O governo começou o ano com 400 votos na base aliada. Numa votação dessa magnitude, após ter negociado ministérios e emendas parlamentares com todos os seus deputados, chegou a (só) 199", afirmou. "Portanto, a chance de impeachment é cada dia maior".

Professor do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio, Ricardo Ismael concorda que o Planalto não tem motivo para ficar animado.

"O placar de 199 (votos) mostra que Dilma é minoria na Câmara e está começando a se aproximar do limite mínimo de votos (com o qual conseguiria impedir a aprovação do impeachment)", avaliou.

Wilson Gomes, professor de Comunicação e Política da Universidade Federal da Bahia, disse não ver tanta importância na votação desta terça.

"Isso não significa grande coisa, não vai decidir se vai ter impeachment ou não. Há outras fases. Se a oposição não teve dois terços, já é até sinal de que na outra votação (que decidirá se o impeachment avançará) não tem maioria."

Silvio Costa classificou o resultado como "pseudovitoria da oposição". Para ele, o governo mostrou aos investidores internacionais que tem votos suficientes para barrar o afastamento da presidente, o que é uma ótima notícia.

Como a votação turbulenta influenciará o restante do processo?

Para Wilson Gomes, o fato de intervenções de Cunha terem levado ao resultado desta terça deve enfraquecer o apoio ao impeachment.

"O presidente da Câmara desistiu do esforço de tentar parecer estar sendo orientado por princípios e valores. Ele não tem mais princípio, ele tem pressa. E isso deve desqualificar o processo mais adiante", afirmou.

Segundo ele, as ruas e os parlamentares podem reagir a esse tipo de ação do peemedebista. "Há homens dignos no Congresso. Tem opinião publica. Tem um conjunto de pessoas aí que veem essas coisas e ponderam."

Ismael pensa diferente. "O resultado desta terça mostra que é arriscada a estratégia do governo de acelerar a votação", disse, referindo-se ao pedido de Dilma para redução do recesso parlamentar.

"O governo está mais fragilizado do que ontem e, até agora, não conseguiu neutralizar a onda pró-impeachment na Câmara. É um embate que ainda terá muitos capítulos, mas acho que acendeu a luz amarela no Planalto."

Fonte:http://www.bbc.com/



ATUALIDADE

02/12/2015


OMS emite alerta global sobre zika vírus
e reconhece relação com microcefalia

A Organização Mundial de Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde emitiram nesta terça-feira um alerta mundial sobre a epidemia de zika vírus.

No comunicado aos países-membros, a organização pede que eles estabeleçam capacidade de diagnóstico da doença e que se preparem para um aumento no número de casos reforçando o atendimento pré-natal e neurológico.

O comunicado da organização reconheceu pela primeira vez oficialmente a relação entre o zika e os casos de microcefalia ao mencionar o estudo brasileiro do Instituto Evandro Chagas, que revelou a presença do vírus em um bebê microcéfalo.

"Há definitivamente uma conexão", afirmou à BBC Brasil em entrevista telefônica o especialista da organização, Dr. Marcos Espinal, diretor do departamento de doenças comunicáveis da Organização Pan-Americana de Saúde.

O documento divulgou mapas comparativos de 2014 e 2015, que corroboram a explosão de casos de microcefalia no Nordeste, onde os casos se multiplicaram 20 vezes.

"Há uma conexão entre as duas coisas, mas causalidade é uma outra história. Não podemos dizer 100% que é só o zika vírus a causa da microcefalia, ela pode ser atribuída a diversas questões. Há uma conexão porque há um evidente aumento nos casos de microcefalia no Brasil ao mesmo tempo em que há um surto de zika no país."

Nove países

Segundo a OMS, somente neste ano foram confirmados casos de zika em nove países das Américas. Brasil, Chile - na ilha de Páscoa -, Colômbia, El Salvador, Guatemala, México, Paraguai, Suriname e Venezuela.

O primeiro caso na Colômbia foi registrado em outubro, no Estado de Bolívar. Desde então já foi constatada a presença do Zika em 26 das 36 unidades territoriais.

Em novembro foram observados os primeiros casos em El Slavador, Guatemala, Mexico, Paraguai, Suriname e Venezuela.

"Quão grande é o problema? Bem, nas Américas nove países confirmaram a circulação do vírus", destacou o especialista.

Apesar de considerar a situação alarmante, Espinal ressaltou que a dimensão exata da epidemia ainda é uma incógnita: "Não sabemos ainda a real seriedade do risco", reconheceu.

"Como a doença tem sintomas suaves, muitos casos não são diagnosticados. Pode ser que tenhamos centenas de milhares de casos de zika e o número de casos de microcefalia seja eventualmente baixo", ponderou.

Gravidez

O documento da OMS não faz menção ao uso do controle de natalidade como modo de evitar os casos de microcefalia. A organização recomenda no entanto que grávidas evitem o contato com o mosquito transmissor.

O especialista ressaltou ainda que as mulheres não deveriam deixar de engravidar, mas sim fazerem um escolha consciente.

"Eu não daria o conselho de que todas as mulheres devem evitar a gravidez. É uma decisão delas".

"Há um risco, mas ainda não sabemos. Não sabemos se o risco de o vírus vir a atravessar a placenta é alto ou baixo".

Fonte:http://www.bbc.com/



ATUALIDADE

25/11/2015


Pesquisadores japoneses descobrem proteína que inibe HIV

Um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Infecções do Japão descobriu que uma proteína encontrada em humanos tem efeitos inibidores sobre o vírus da imunodeficiência humana (HIV), informou nesta quarta-feira a emissora pública "NHK".

As células em que este tipo de proteína foram encontradas, denominadas MARCH8, não infectam as células saudáveis do indivíduo, indicaram as conclusões do grupo de pesquisadores japoneses.

Um dos cientistas que participou da pesquisa, Kenzo Tokunaga, espera que a descoberta permita o desenvolvimento de um remédio que ajude o corpo humano a produzir esta proteína, que poderia tratar os pacientes com HIV.

O estudo do Instituto Nacional de Infecções do Japão se baseou no cultivo do vírus da aids usando células com MARCH8 e outras que não possuiam esta proteína, o que mostrou que a maioria das que continham MARCH8 não infectaram a outras sãs.

Isto poderia beneficiar os 36,9 milhões de portadores do vírus da imunodeficiência adquirida. Somente 15,8 milhões recebem tratamento antirretroviral, segundo dados da agência das Nações Unidas contra a Aids (Unaids).

Fonte:http://exame.abril.com.br/



ATUALIDADE

18/11/2015


Exército brasileiro possui munição para uma hora de guerra

O Exército brasileiro usa o mesmo fuzil de produção nacional há 45 anos, seus equipamentos de comunicação estão obsoletos e dispõe de munição para uma hora de guerra, segundo fontes militares, citadas nesta segunda-feira pela imprensa.

Cerca de 92% dos meios de comunicação dos militares estão obsoletos e 87% dos equipamentos estão completamente inutilizáveis, de acordo com a versão oferecida pelo portal G1 baseado em documentos e depoimentos de militares na reserva.

Os fuzis utilizados pelo Exército são do modelo FAL, que a empresa brasileira Imbel fabrica há 45 anos, e mais de 120 mil unidades têm mais de 30 anos de uso.

"Posso afirmar que possuímos munição para menos de uma hora de combate", disse o general na reserva Maynard Marques de Santa Rosa, ex-secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa.

Santa Rosa deixou o Exército em fevereiro de 2010 após qualificar a Comissão da Verdade, que investiga crimes durante a ditadura militar brasileira, de "comissão da calúnia".

O general Carlos Alberto Pinto Silva, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres (Coter), acrescentou que a quantidade de munição "sempre foi mínima".

"Nossa artilharia, carros de combate e grande parte do armamento foram comprados nas décadas de 70 e 80. Existe a ideia errônea que não há ameaça, mas se ela surgisse não daria tempo de reagir", acrescentou.

Até agora, o Ministério da Defesa não se pronunciou sobre o relatório. Nos últimos 10 anos, o Brasil investiu em Defesa 1,5% do PIB, segundo dados do Ministério.

Este ano, o Exército receberá R$ 28 bilhões, dos quais 90% são destinados a salários.

Fonte:http://exame.abril.com.br/


ATUALIDADE

11/11/2015


Desastre em Mariana foi acidente ou crime?
'É precipitado avaliar', diz ministro

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse em entrevista à BBC Brasil que é precipitado no momento fazer avaliações sobre qual a responsabilidade da mineradora Samarco no rompimento de duas de suas barragens na região central de Minas Gerais, acontecimento que provocou uma enxurrada devastadora de lama sobre o município de Mariana.

Questionado a respeito da avaliação do governo sobre o rompimento das barragens ser acidente ou crime ambiental, Braga disse que "agora qualquer informação é prematura com relação ao episódio, a não ser o fato de lamentarmos profundamente o episódio pela magnitude, (pela) forma como aconteceu".

"Nós estamos analisando tudo com muita transparência e muita responsabilidade, porque nós sabemos que qualquer informação que se dá de forma precipitada pode se tornar uma verdade que não seja verdadeira", ressaltou ainda.

Segundo Braga, o governo está trabalhando para apurar o que aconteceu: "Portanto, nós temos que ter muito zelo com a informação, mas nós não podemos deixar de perseguir o esclarecimento dos fatos. É isso que o governo está fazendo em todas as suas instâncias".

Enquanto o governo adota cautela para tratar do assunto, o Ministério Público de Minas Gerais tem feito críticas à mineradora. Um dos promotores que investiga o caso, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, disse ao jornal Estado de Minas que houve "negligência" por parte da Samarco.

"Não há fatalidade nisso. Não podemos admitir que seja acidente um rompimento de um empreendimento de tamanha magnitude", afirmou.

Ainda segundo o Estado de Minas, o Ministério Público analisa quatro hipóteses: "o cumprimento das condicionantes de licenciamento da Samarco; a explosão de uma mina da Vale próximo ao local; o possível abalo sísmico; e se as obras de alteamento (elevação) da barragem causaram o rompimento". A expectativa é que o inquérito seja concluído em 30 dias.

Foram registrados quatro tremores de terra no município de Mariana antes do rompimento das barragens, de acordo com o Centro de Sismologia da USP. As magnitudes, porém, foram muito pequenas - entre 2 e 2,6 - e, segundo o próprio centro da USP, não seriam capazes, em teoria, de romper as estruturas.

Desde quinta-feira, quando as barragens se romperam, usuários do Facebook e do Twitter vêm usando as hashtags #NãoFoiAcidente e #FoiCrimeAmbiental para cobrar a responsabilização da Samarco e de suas donas – a Vale e a anglo-australiana BHP, duas dais maiores mineradoras do mundo.

Além do grande impacto humanitário e ambiental em Mariana – onde ao menos quatro pessoas morreram, 22 seguem desaparecidas e mais de 600 estão desalojadas – a avalanche de dejetos também está afetando outros municípios ao longo do Rio Doce, em Minas e Espírito Santo.

A Samarco não havia respondido o pedido da BBC Brasil para comentar as acusações até a publicação deste texto. A assessoria de imprensa da empresa disse que há muitos pedidos de informação e, por isso, poderia demorar para responder.

Em comunicado divulgado no Facebook na sexta-feira, a companhia afirmou que "não há confirmação das causas e a completa extensão do ocorrido" e que "investigações e estudos apontarão as reais causas".

Segundo a Samarco, a última fiscalização das barragens pela Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supram) foi realizada em julho deste ano e indicou que elas estavam em "totais condições de segurança".

"Eu avalio (o rompimento das barragens) como um acidente gravíssimo", disse o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), relator do novo Código de Mineração que tramita na Câmara dos Deputados. "A empresa tem que arcar com todas as indenizações das famílias e recuperar o meio ambiente. Agora, a empresa estava operando dentro da legalidade. Crime ambiental só se comete quando está operando fora da legalidade."

Impactos da mineração

A tragédia de Mariana chama atenção para os riscos e impactos da exploração de minério. Há três anos, está em debate no Congresso Nacional o novo Código de Mineração, que deve reciclar as regras do setor.

O projeto de lei foi enviado em junho de 2013 pelo governo federal em regime de urgência, mas a discussão acabou se arrastando até hoje.

Grupos que militam pelos direitos da população afetada pela mineração dizem que não estão tendo voz na discussão e afirmam que o texto em tramitação no Congresso não dá garantias de proteção socioambiental.

"A mineração é uma atividade muito danosa ao meio ambiente e à população. É o setor que mais mata, enlouquece e mutila no mundo. Não tem nada (no texto em discussão no Congresso) falando de legislação ambiental, trabalhista, casos de acidente", afirma Jarbas Vieira, militante do Movimento pela Soberania Popular na Mineração.

Questionado sobre essas críticas, o ministro de Minas e Energia disse que "o código de Mineração está em discussão no Congresso Nacional há três anos" e que "não há açodamento na sua aprovação, nem cerceamento de debate".

Já Quintão disse que "foram feitas audiências públicas com todas as partes interessadas, desde o setor produtivo até o setor ambientalista".

Doações de mineradoras

Os movimentos críticos ao setor, porém, dizem que as mineradoras têm maior poder de influência sobre os parlamentares devido às doações que fazem para suas campanhas.

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase),vários deputados da Comissão Especial que analisa o código receberam doações de mineradoras, entre eles Quintão (PMDM-MG), e o presidente da comissão, Gabriel Guimarães (PT-MG).

A escolha do relator fere o Código de Ética e Decoro Parlamentar, cujo artigo quinto, inciso oitavo, prevê que "atentam contra o decoro parlamentar", entre outra condutas, "relatar matéria submetida à apreciação da Câmara dos Deputados, de interesse específico de pessoa física ou jurídica que tenha contribuído para o financiamento de sua campanha eleitoral".

Em entrevista à BBC Brasil, Quintão disse que as doações que recebeu são legais e que o código de mineração não afeta uma empresa específica, mas várias. O deputado disse ainda que foi "inocentado" no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Câmara – onde o então presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB) arquivou uma representação contra ele em 2014.

Autor da representação, a ONG Instituto Socioambiental entrou também com um mandato de segurança no STF solicitando a retirada de Quintão da relatoria, sob o argumento de que, devido às doações a sua campanha, sua atuação como relator feria o princípio da igualdade política previsto na Constituição Federal.

O STF não chegou a julgar o mérito da ação, ou seja, não tomou qualquer decisão contrária ou favorável à Quintão, porque o ministro Luiz Fux decidiu arquivar o mandato de segurança sob a justificativa de que o instituto não tinha prerrogativa para mover a ação, já que a matéria em questão não lhes afetava diretamente.

O ministro Eduardo Braga defendeu a legitimidade dos deputados: "No processo democrático, esses deputados foram eleitos pelo voto direto como representante da população brasileira no Congresso Nacional. Do ponto de vista constitucional, portanto, eles estão aptos à representatividade da democracia brasileira", ressaltou.

Royalties

Como argumento para sustentar que não estaria favorecendo as mineradoras, Quintão afirma que manteve no seu relatório a elevação da cobrança de royalties (um tipo de tributo) sobre a produção mineral proposta pelo governo. No caso do minério de ferro, a alíquota passaria do atual patamar de 2% para 4%.

Os royalties são vistos como uma importante fonte de compensação para reduzir impactos da atividade e permitir que as cidades afetadas invistam no desenvolvimento de outras atividades econômicas, reduzindo a dependência da mineração.

Os movimentos sociais consideram que a alíquota continua baixa, pois em outros importantes produtores, como Austrália e Índia, as taxas máximas são 7,5% e 10%, respectivamente.

Segundo Quintão, outros impostos que incidem no setor são mais altos do que os praticados em outros países e, por isso, não é possível cobrar royalties maiores.

"Nem todas as propostas serão incorporadas a qualquer projeto no processo democrático. Se eu for incorporar todas sugestões do setor produtivo, eu inviabilizaria o projeto. Se eu for incorporar também todas sugestões do setor ambientalista, eu iria inviabilizar a mineração no país", argumentou.

Fonte:http://www.bbc.com


ATUALIDADE

05/11/2015


Quanto custa queimar as calorias do seu lanchinho favorito?

A fórmula da academia parece simples: calorias que entram versus calorias que saem.

Muitos acreditam que, depois de suar na malhação, ganham licença para se dar ao capricho de fazer um lanchinho.

Mas, na prática, as contas não são tão fáceis: é muito fácil superestimar quantas calorias queimamos em uma sessão e subestimar as calorias que um lanche tem.

O resultado é que muita gente (cerca de 68%, de acordo com um estudo coordenado por um pesquisador da Universidade Estadual do Arizona) que quer perder peso fazendo exercício, na realidade, acaba ganhando uns quilinhos a mais.

Por isso, o BBC Future recorreu à tabela da Escola de Medicina de Harvard, que mostra quantas calorias se queimam em cada tipo de atividade, desde sexo até ciclismo de longa distância.

Com essa informação, comparamos exatamente quanto custa queimar seus lanchinhos preferidos.

Mas atenção: os dados exatos variam de pessoa para pessoa. Os dados abaixo se referem a uma pessoa de 70 quilos.

Comparado ao ato de dormir, em que também se queimam calorias, até atividades simples como sentar-se em frente ao computador, mascar chiclete ou ler um livro são equivalente a comer alguns modestos snacks.

Você pode se surpreender ao saber que poucas calorias se queimam durante atividades aparentemente energéticas como sexo, ou quantos quilômetros têm que correr para queimar um hambúrguer com batata frita.

O exercício oferece muitos benefícios além da perda de peso, obviamente. Mas, se você quer manter a forma, é bom conhecer os fatos antes de ir à academia ou atacar a despensa.

1 hora nadando = 5,5 latas de Coca-cola

1 hora de bicicleta = 2,9 donuts (rosquinhas)

1 hora dançando = 3 taças de vinho

1 hora correndo = 1 Big Mac com fritas

Fonte:http://www.bbc.com/



Fosfoetanolamina sintética foi desenvolvida por pesquisadores da USP de São Carlos (Foto: Reprodução/EPTV)

ATUALIDADE

21/10/2015


Relatos de cura não provam eficácia da
fosfoetanolamina, alertam médicos

Estudos em humanos têm controle rigoroso e acompanhamento contínuo. 'Quem se responsabiliza se o paciente passar mal?', questiona oncologista.

A existência de relatos de cura entre pacientes que recorreram à fosfoetanolamina não comprova a eficácia da substância contra o câncer, alertam especialistas. Estudos com seres humanos necessários para que uma substância seja considerada um medicamento, chamados testes clínicos, têm planejamento e controle rigorosos, além de um acompanhamento contínuo dos pacientes.

Distribuída pela USP de São Carlos por causa de decisões judiciais, a fosfoetanolamina, alardeada como cura para diversos tipos de câncer, não passou por esses testes em humanos, por isso não é considerada um remédio.

O médico Evanius Garcia Wiermann, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, afirma que existe um viés de seleção nos relatos de cura divulgados. “Se uma pessoa diz que tomou a cápsula e se curou, eu pergunto: quantas pessoas tomaram e morreram, por isso não puderam dar testemunho? Quantas pessoas passaram mal?”

Testes clínicos têm controle rigoroso

Os testes clínicos necessários para o lançamento de uma droga são feitos em três etapas. A fase 1 testa a substância em um número pequeno de voluntários saudáveis para avaliar sua toxicidade. Na fase 2, a substância é testada em pacientes que têm a doença que se pretende tratar para verificar se ela é capaz de controlar a enfermidade.

Já na fase 3 o produto é administrado a um número maior de pessoas e seu efeito é comparado com o de outras drogas já existentes ou com placebo, para verificar se a candidata a droga representa um avanço no tratamento da doença. Também são avaliadas questões como indicação e contraindicação, dosagem e efeitos colaterais.

“Sem isso, não existe registro de nenhuma substância como medicamento em qualquer parte do mundo. É preciso garantir se o produto é seguro e efetivo para o uso em humanos e, sem estudos clínicos, não se pode verificar isso”, diz o médico Felipe Ades, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

Sem os testes clínicos controlados, portanto, não é possível saber se relatos de cura associados à fosfoetanolamina podem ser realmente atribuídos à substância ou se foram resultados do tratamento convencional mantido pelo paciente, por exemplo.

‘Quem se responsabiliza?’

“Quem se responsabiliza se o paciente passar mal?”, questiona Wiermann. Como a substância não é prescrita por médicos, já que não tem registro, não há controle sobre possíveis efeitos tóxicos da fosfoetanolamina no organismo dos pacientes, nem se conhece de que maneira ela pode interagir com outros medicamentos contra o câncer.

Oncologistas afirmam que a divulgação sobre a fosfoetanolamina tem impactado o cotidiano dos consultórios. “Muitos questionam sobre a droga e perguntam se podemos prescrever. Nenhum oncologista pode prescrevê-la por questões éticas. Boa parte dos pacientes entende que não é seguro tomar um medicamento como esse. Mas existe ainda a situação de desespero em que, por meio de advogados, pacientes conseguem a droga na Justiça”, diz Wiermann.

Ades diz que muitos pacientes têm deixado de fazer os tratamentos convencionais para aderir à fosfoetanolamina. “Isso está impactando muito nossa prática diária.” Segundo ele, muitos acreditam que exista um complô da indústria farmacêutica para encobertar a descoberta da cura do câncer.

“Isso não existe, é uma loucura, uma teoria da conspiração para pegar pessoas desavisadas e desesperadas e justificar que tomem uma medicação que foi testada em ratos, e não em pessoas”, completa Wiermann.

Fonte:G1



ATUALIDADE

15/10/2015


Remédios podem combater Alzheimer, confirmam cientistas

Bloquear um receptor chamado GPR3 pode ajudar a eliminar uma placa tóxica que se acumula no cérebro dos doentes de Alzheimer, de acordo com um novo estudo publicado nesta quarta-feira pela revista "Science Translational Medicine".

O trabalho, realizado em quatro modelos genéticos diferentes de ratos com a doença, sugere a possibilidade que o receptor GPR3 permita oferecer uma resposta farmacológica ao Alzheimer.

A equipe liderada por Yunhong Huang, do Centro para as Doenças Biológicas de Leuven, na Bélgica, afirma que os acúmulos anormais de fragmentos de uma proteína conhecida como amiloide danifica os cérebros dos pacientes com Alzheimer, que é a causa mais comum da doença neuro-degenerativa.

Mais da metade dos remédios existentes para tratar o Mal de Alzheimer têm como objetivo atacar esse receptor, acoplado à proteína G, mas ainda não há um tratamento que ajude a reverter a doença, embora a pesquisa da equipe de Yunhong possa ajudar a desenvolver novos e mais eficazes métodos.

Um dos maiores obstáculos no desenvolvimento de remédios contra o Alzheimer foi a dificuldade de transferir os resultados dos estudos feitos com animais de laboratório para os testes clínicos com pessoas com Alzheimer, explica o estudo científico.

O motivo é que nenhum modelo pode refletir todas as características da doença, por isso Yunhong Huang e sua equipe utilizaram quatro modelos genéticos de rato com Alzheimer para testar os efeitos da eliminação do GPR3, a fim de regular a enzima que gera a produção de amiloide no cérebro.

Com uma técnica para visualizar o cérebro inteiro em três dimensões, os pesquisadores comprovaram que reduzindo o receptor GPR3 se combate a formação da placa e seu acúmulo nos quatro modelos utilizados.

Nos testes de comportamento, um modelo de rato apresentou melhoras em aprendizagem, memória e inclusive na capacidade de relação.

Comparados com tecidos cerebrais de pessoas saudáveis, as amostras recolhidas de doentes de Alzheimer após a morte também apresentaram acúmulos de GPR3, o que sugere que esse receptor pode ser um objetivo terapêutico promissor para combater a doença.

Fonte:http://exame.abril.com.br/



ATUALIDADE

07/10/2015


Inflação sobe a 0,54% em setembro e atinge 9,49% em 12 meses

A inflação no Brasil, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 0,54% em setembro, informou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com isso, o acumulado nos últimos 12 meses chegou a 9,49%. A meta do governo é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

O acumulado entre janeiro e setembro é de 7,64%, acima do registrado em 2014 (4,61%) e o maior para o período desde 2003 (8,05%).

A taxa de setembro é mais que o dobro da de agosto (0,22%) e próxima de setembro do ano passado (0,57%). Dos 9 grupos pesquisados, 4 tiveram alta e 5 tiveram queda em relação ao mês anterior.

Grupos

O botijão de gás tem peso de 1,07% no IPCA e representou individualmente a maior contribuição para a alta de setembro.

Sozinho, o reajuste de 12,98% (menor do que os 15% autorizados) teve impacto de 0,14 ponto percentual e respondeu por cerca de um quarto da inflação no mês.

Habitação foi de 0,29% em agosto para 1,30% em setembro, maior resultado entre os grupos, também com pressão dos itens água e esgoto (1,48%), aluguel residencial (0,59%), condomínio (0,45%) e energia elétrica (0,28%).

Dois grupos importantes foram de quedas em agosto para altas em setembro. Alimentação e Bebidas, o de maior peso, foi de -0,27% para 0,71% com impacto de refeição fora de domicílio (0,77%) e itens como batata inglesa (7,26%) e sorvete (2,62%).

Os Transportes passaram de -0,27% em agosto para 0,71% em setembro devido a uma alta de 23,13% nas passagens aéreas e itens como seguro voluntário (alta de 2,04%).

No Vestuário, chama a atenção a alta dos calçados de 0,78%. Na Saúde e Cuidados Pessoais, o plano de saúde subiu 1,06% no mês.

O maior índice regional foi o de Brasília (1,25%), com impacto de uma alta de 11,70% nas contas de energia elétrica. O menor foi em Campo Grande (-0,28%), onde o mesmo item teve queda de 6,80 após redução de PIS/COFINS.

Fonte:G1



ATUALIDADE

01/10/2015


Primeiro ataque francês contra o
Estado Islâmico na Síria deixa mortos

Pelo menos 30 jihadistas morreram, incluindo 12 meninos soldados. Entre os mortos também estão combatentes estrangeiros.

O primeiro bombardeio francês contra o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria matou pelo menos 30 jihadistas, incluindo 12 meninos soldados, anunciou uma ONG.

"O primeiro bombardeio (no domingo) contra um campo de treinamento do EI no leste da Síria matou pelo menos 30 combatentes, incluindo 12 'cachorros do califado", como o grupo jihadista chama os meninos soldados, afirmou o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman.

Entre os mortos também estão combatentes estrangeiros. O ataque deixou 20 feridos, segundo a ONG.

O ataque francês teve como alvo um campo na província oriental de Deir Ezor, próximo do posto de fronteira de Bukamal, utilizado pelo EI para conectar suas forças presentes na Síria e no Iraque.

A França anunciou que os bombardeios contra o EI na Síria acontecem em "legítima defesa" contra a ameaça terrorista.

O país já participava nos bombardeios da coalizão que luta contra o EI no Iraque.

Fonte:G1



ATUALIDADE

23/09/2015


Drones constroem ponte que suporta humanos

Dois drones foram capazes de construir uma ponte de cordas de maneira praticamente autônoma. Equipados com carreteis motorizados, os aparelhos foram programados para realizar essa tarefa por pesquisadores do Institute For Dynamic Systems and Control, da Suécia – um dos países mais inovadores do mundo.

Com extensão de 7,4 metros, a ponte precisou de 120 metros de corda. Os carreteis permitiram aos controles um controle da tensão das cordas, para que fosse possível oferecer estabilidade para um atravessador.

Mas o ambiente em que os drones trabalharam para construir a ponte também era cheio de tecnologia. A sala é equipada com sensores de movimento de alta precisão e redes sem fio que enviam dados para programas que geram instruções para os aparelhos voadores. O local é chamado de Flying Machine Arena, um espaço voltado para voos autônomos de drones de pequeno porte.

A localização do andaime é medida manualmente antes de iniciar a construção. A estrutura primária e a consolidação, em seguida, podem ser realizadas sem intervenção humana", escreve Federico Augugliaro, um dos pesquisadores responsáveis pelo experimento.

O vídeo demonstrativo publicado no YouTube também mostra, no final, pessoas andando sobre a ponte contruída pelos drones. Confira a seguir.

Fonte:http://exame.abril.com.br/



ATUALIDADE

16/09/2015


Primeiro transplante de
cabeça é marcado para 2017

O primeiro transplante de cabeça da história foi marcado para 2017. O paciente será o russo Valery Spiridonov. Ele foi voluntário para o experimento.

Anúncios anteriores apontavam para a ideia de que o procedimento pudesse ser realizado daqui a dois anos. Agora, no entanto, foi definido que será possível realizar o transplante em 2017.

Spiridonov sofre de uma doença muscular terminal chamada Síndrome de Werdnig-Hoffman. A expectativa do homem de 30 anos é que sua vida seja aumentada em alguns anos graças ao transplante.

O médico responsável será o neurocirurgião italiano Sergio Canavero, que é diretor do grupo de neuromodulação avançada, que fica em Turim, na Itália. Canavero anunciou o plano de realizar o primeiro transplante de cabeça em 2013.

“Tenho muito interesse em tecnologia e qualquer assunto progressivo que possa mudar a vida das pessoas para melhor”, disse Sporidonov em uma entrevista ao Russia Today há alguns meses.

A ideia é transplantar a cabeça de Spiridonov para um corpo que tenha sofrido morte cerebral. A cirurgia não é simples.

Estima-se que ela dure 36 horas e tenha um custo estimado de 11 milhões de dólares. Seriam necessários 150 médicos e enfermeiros no processo.

Para que a cirurgia possa ser realizada, é preciso que a cabeça de Spiridonov e o corpo do doador sejam resfriados durante o procedimento.

“De acordo com Canavero, se tudo correr como planejado, dois anos é o tempo necessário para verificar os cálculos científicos e realizar todos os planos para o procedimento”, disse Spiridonov a uma agência de notícias europeia.

Fonte:http://exame.abril.com.br/



ATUALIDADE

09/09/2015


TCU e MPF cobram acesso a contratos
olímpicos e orçamento do Comitê Rio 2016

A menos de um ano das Olimpíadas do Rio, tanto o Tribunal de Contas da União (TCU) quanto o Ministério Público Federal (MPF) cobram acesso a projetos e contratos e se mostram apreensivos com a falta de transparência dos organizadores e o risco de que o governo federal arque com mais despesas olímpicas em caso de deficit do orçamento do Comitê Rio 2016.

Em entrevistas à BBC Brasil, o ministro Augusto Nardes, destacado pelo TCU para fiscalizar as contas e o legado dos Jogos, e o procurador da República Leandro Mitidieri, do Grupo de Trabalho de Olimpíadas do MPF, cobraram respeito ao corpo de leis que exige prestação de contas detalhada à sociedade sobre os gastos olímpicos, sancionado após o Rio ter sido selecionado como cidade-sede.

Uma delas, a Lei Federal 12.035/2009, deixa claro, no artigo 15º, que "fica autorizada a destinação de recursos para cobrir eventuais deficits operacionais do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016" - exprimindo na legislação o compromisso do governo brasileiro com o Comitê Olímpico Internacional (COI).

A reportagem também ouviu especialistas e entrou em contato com o Ministério do Esporte, Comitê Rio 2016, Prefeitura do Rio, Empresa Olímpica Municipal (EOM) e Autoridade Pública Olímpica (APO), responsáveis diretos pela organização da Olimpíada, cujo orçamento total atualizado é de R$ 38,7 bilhões.

O total é dividido em três frentes orçamentárias: Comitê Rio 2016 (verbas privadas, estimadas em R$ 7,4 bilhões), Matriz de Responsabilidades (gastos com as instalações olímpicas, orçados em R$ 6,67 bilhões) e o plano de legado (com as obras de infraestrutura prometidas ao COI, no valor de R$ 24,6 bilhões).

Transparência e gastos públicos

Para o ministro do TCU, os órgãos de controle não estão tendo acesso a dados importantes, como contratos e projetos executivos. "A falta de transparência é algo que nos preocupa. Estou cobrando mais governança dos Jogos, possibilitando melhor monitoramento dos gastos. Cobrei isso do Nuzman (Carlos Arthur, presidente do Comitê Rio 2016 e do Comitê Olímpico Brasileiro) recentemente durante uma reunião de mais de uma hora em Brasília", disse Augusto Nardes.

Como maior exemplo de despesa originalmente prevista como do Comitê Rio 2016 e absorvida pelo governo federal, o ministro destacou o esquema de segurança das Olimpíadas. Somente o Ministério da Justiça já destinou R$ 350 milhões para investimentos na área.

"A segurança dos Jogos não era para ser paga pela União. Isso não está sendo cumprido", disse Nardes, questionando a ausência de um legado numa área crucial para o Rio. "Vamos ter as Forças Armadas, de acordo com o plano do governo federal, mas deveríamos ter uma política permanente de segurança que ficasse como legado para o Estado", indicou.

Já o procurador da República Leandro Mitidieri relembra que as obras olímpicas ocorrem sob RDC (Regime Diferenciado de Contratação), o que dinamiza as licitações, mas, na prática, também diminui as exigências do processo.

"Com o RDC você tem uma certa liberdade na elaboração dos projetos, o que nos preocupa. Além disso, como há chance de injeção de recurso federal em caso de deficits, os órgãos de controle têm que acompanhar desde já, e não só no final, ou quando esses orçamentos forem extrapolados", indica.

'Contabilidade paralela'

Ainda no final de agosto, na terceira atualização da Matriz de Responsabilidades (lançada em fevereiro de 2014, de forma incompleta, e com quatro anos de atraso), a APO divulgou que o custo das arenas olímpicas aumentou em R$ 70 milhões e, no mesmo dia, o jornal Folha de S.Paulo apontou que gastos da ordem de R$ 409 milhões não constam em nenhuma das três frentes orçamentárias dos Jogos.

Entre os itens omitidos estão as indenizações para moradores da Vila Autódromo, favela localizada ao lado do Parque Olímpico atualmente em processo de remoção, instalação de arquibancadas temporárias durante os Jogos e móveis para a Vila dos Atletas, dentre outros.

Questionado sobre o assunto em entrevista coletiva, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), admitiu uma "contabilidade paralela", de gastos não computados de forma oficial.

"É óbvio que há custos marginais que vou deixar a critério de vocês. Quem quiser fazer contabilidade paralela faz. Não vou discutir com quem entende de outra maneira. Os governos fizeram um critério que é o oficial. Quem quiser fazer paralelo, pode fazer", disse aos jornalistas.

Paes também afirmou que os contratos das obras dos Jogos seriam disponibilizados num site de transparência olímpica da Prefeitura. O site www.transparenciaolimpica.com.br, no entanto, está fora do ar.

Questionados pela BBC Brasil sobre o assunto, EOM, APO e a Prefeitura do Rio disseram não terem mais nada a acrescentar além do que Paes já havia dito.

Ao avaliar as declarações do prefeito, o procurador da República Leandro Mitidieri diz que "é óbvio que não poderia haver contabilidade paralela alguma. Estamos extremamente preocupados".

Ofício e Lei de Acesso à Informação

A BBC Brasil teve acesso a um ofício do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal endereçado a Joaquim Monteiro de Carvalho, presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), datado de 4 de agosto, exigindo a apresentação dos editais, projetos básicos e projetos executivos das obras do Complexo Esportivo de Deodoro e do Parque Olímpico da Barra.

Consultada pela reportagem, a EOM disse tratar-se de "procedimento de rotina" e que "forneceria os documentos dentro do prazo".

O procurador da República Leandro Mitidieri, que assina o ofício, deixa claro que a exigência teve de ser formalizada justamente porque os órgãos de controle não tiveram acesso aos dados em suas fiscalizações de rotina, e que os documentos ainda não foram recebidos.

"Ainda não é uma medida judicial, e acredito que os documentos serão fornecidos à Procuradoria da República. Caso isso não ocorra, configura-se um crime previsto na lei de organização do Ministério Público, além de uma improbidade administrativa", explica.

Em reportagem recente, o portal de notícias UOL indicou ter entrado com 12 pedidos de documentos referentes a obras olímpicas por meio da Lei de Acesso à Informação, mas depois de um ano a Prefeitura do Rio ainda não forneceu os dados.

Para Luiz Moncau, professor da FGV/Rio especialista no tema, a lei foi claramente desrespeitada.

"Há uma grande oportunidade de fazer diferente, em termos de transparência e condução dos processos referentes aos Jogos, que pelo que tem sido relatado não está sendo bem aproveitada. A transparência é uma segurança para o próprio poder público, mostrando eficiência e organização. Mas não é isso que estamos vendo", avalia.

Já o pesquisador da área de planejamento urbano Renato Cosentino, do IPPUR/UFRJ, critica a qualidade das informações. "Além da ausência de dados, a qualidade da informação que é de fato apresentada é muito ruim, o que também é grave. Vemos uma tentativa de inflar o investimento privado nos Jogos quando se fala em orçamento, e as análises mostraram que esta parcela é inferior ao que está sendo divulgado", diz.

Comitê Rio 2016

Mantidas em sigilo, as estimativas de gastos do Comitê Rio 2016 financiados por recursos privados são cruciais para as contas públicas, já que o governo brasileiro assumiu o compromisso com o COI de assumir responsabilidades do comitê caso necessário - o que já ocorreu com a segurança.

Em seu último relatório de auditoria, o TCU fez uma série de recomendações dirigidas ao comitê, entre elas a criação de um Fundo de Contingência dos Jogos, e pediu que o orçamento e relatórios periódicos passassem a ser publicados em seu site.

"A demora na finalização da definição sobre as responsabilidades que serão assumidas pelos governos, em substituição ao pagamento de subsídio, pode acarretar prejuízos aos cofres públicos, uma vez que a experiência demonstra que, quanto mais próximos dos eventos, mais dispendiosas são as contratações pelo poder público", diz o relatório.

O documento cita ainda "limitações enfrentadas pelos servidores do tribunal" durante a fiscalização.

Questionado pela BBC Brasil, o Comitê Rio 2016 declarou que, "ao contrário dos entes públicos, é financiado por recursos privados e por isso não tem a obrigação de prestar contas e publicar seu orçamento" e que "não trabalha com a hipótese de extrapolar seu orçamento".

Já o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, ao ser indagado sobre o assunto pela BBC Brasil em Londres, no início da semana, disse que há cláusulas de confidencialidade com parceiros privados que impedem a publicação de todos os contratos e que as contas serão feitas ao término da Olimpíada.

"Tem alguns contratos que têm confidencialidade de patrocinadores, e as companhias têm que ser respeitadas. Vamos terminar os Jogos e fazer a prestação de contas total da parte que diz respeito ao Comitê Organizador. (Sobre) os demais, cada um fala por si", disse.

Consultado pela BBC Brasil, o Ministério do Esporte negou que o governo possa gradualmente arcar com despesas do comitê.

"Não há absorção gradual de custos por parte dos governos. Desde o período da candidatura, as partes decidiram que as responsabilidades seriam sempre negociadas e definidas em comum acordo, com intuito de se chegar a soluções de gestão mais eficazes, desde que respeitados os parâmetros da boa governança. O que se procura é agilidade nos processos e otimização de gastos públicos. Essa forma de gestão tem propiciado equilíbrio de contas entre o orçamento governamental e o orçamento do comitê organizador".

Sobre as críticas dos órgãos cuja missão é justamente zelar pela boa utilização dos recursos públicos federais, o Ministério do Esporte respondeu que "não existe, no Brasil, projeto tão transparente como a organização dos Jogos Olímpicos de 2016".

Fonte:http://www.bbc.com/



ATUALIDADE

02/09/2015


Veja 8 cargos em alta no mercado
de trabalho durante a crise

Empresas buscam profissional para reduzir custos e melhorar operações. Analista de planejamento financeiro e especialista de compras estão em alta.

Levantamento da Page Personnel, empresa global de recrutamento especializado de profissionais técnicos e de suporte à gestão, parte do PageGroup, identificou 8 cargos que ainda demandam profissionais especializados, apesar do momento de instabilidade e de aumento de desemprego.

"Diante do cenário desafiador, as empresas estão procurando profissionais que possam trazer resultados mais efetivos e imediatos aos seus negócios. A relação de especialistas que identificamos mostra realmente isso, seja pela busca de redução de custos ou melhoria nas operações. Os profissionais que têm um perfil nessa linha podem ter uma oportunidade para um novo desafio, algo que pode ser extremamente positivo em sua carreira", analisa Ricardo Ribas, gerente-executivo da Page Personnel.

Veja os 8 cargos em alta:

1) Executivo de vendas - marketing de performance e mídia digital

O que faz: profissional de prospecção e relacionamento com as principais agências de publicidade e relacionamento com empresas de todos os portes e setores. Venda consultiva de ações de publicidade e marketing aliadas a alta tecnologia, com foco em resultados assertivos e mensuração concreta de resultados
Setor: multinacionais de tecnologia para segmento de publicidade e marketing digital
Motivo: utilização massiva da tecnologia na divulgação de informações, produtos e serviços. Além da busca por mensuração de resultados precisos e taxa de assertividade no impacto do público-alvo. Mercado em alta e carente de profissionais com experiência na área.
Salário: R$ 5 mil a R$ 8 mil

2) Analista de marketing digital

O que faz: responsável por todo o desenvolvimento, execução e mensuração da estratégia on-line: website, e-commerce, redes sociais, além de todas as plataformas on-line. Profissional em contato direto com agências de publicidade e conhecimento de ferramentas como Google adwords, Google analytics, SEO, SEM, CRM, entre outros
Setor: empresas que tenham uma estratégia on-line
Motivo: mundo on-line é cada vez mais importantes e as empresas têm percebido que, para estarem mais próximas de seus públicos-alvo, precisam investir na área digital
Salário: R$ 4 mil a R$ 6 mil

3) Analista de planejamento financeiro sênior

O que faz: responsável pela elaboração e acompanhamento do orçamento na empresa, e consolida os resultados de cada área para o balanço final da empresa.Também pode atuar como business partner financeiro em áreas específicas como vendas, marketing e RH em empresas de maior porte. É importante lembrar que as melhores oportunidades para esses profissionais exigem alta capacidade de comunicação e inglês avançado
Setor: principais empresas que estão contratando são do segmento de bens de consumo
Motivo: empresas estão consertando os erros de contratações feitas com pouca assertividade nos anos anteriores; como o resultado do trabalho desse profissional pode ser medido a médio e longo prazo, alguns dos erros cometidos tiveram reflexos nos resultados de 2014/15 - motivando a substituição dos mesmos. Esse profissional tem a capacidade de ser um “coringa” para áreas de planejamento e controladoria; além de contato direto com áreas de custos, vendas, relações com investidores e planejamento estratégico. Com isso, é um bom investimento em tempos de crise.
Salário: R$ 6 mil a R$ 9 mil

4) Coordenador de TI generalista

O que faz: profissional responsável pela área de TI envolvendo gestão dos profissionais, gestão de projetos, melhorias da estrutura e também na operação, quando necessário
Setor: empresas nacionais e multinacionais de grande, médio ou pequeno porte
Motivo: substituição de volume de analistas por um coordenador capaz de coordenar e "colocar a mão na massa"
Salário: R$ 8 mil a R$ 10 mil

5) Técnico de manutenção

O que faz: profissional atua com manutenção preventiva e corretiva de equipamentos e máquinas
Setor: industrial
Motivo: garantia de manter a funcionalidade de máquinas e equipamentos para mitigar altos investimentos na compra de novos
Salário: R$ 3,5 mil a R$ 7 mil

6) Especialista de compras

O que faz: atua na área de compras de materiais diretos/ indiretos ou contratação de serviços
Setor: indústria, varejo e serviços
Motivo: profissional já era bastante requisitado pelo mercado, no entanto houve aumento por ser uma área com foco em otimização
Salário: R$ 6 mil a R$ 10 mil

7) Secretária jr

O que faz: gestão de agenda, organização de reuniões, traduções, reserva de salas, contato com clientes, logística de viagem e assessoria particular
Motivo: com o intuito de diminuir custos, as empresas estão enxugando o pool de secretárias e substituindo as secretárias sêniores, que acompanham o mesmo executivo por anos, por secretárias recém-formadas e juniores. Apesar de não terem a mesma maturidade profissional, são capazes de desempenhar as funções básicas do secretariado
Salário: R$ 3 mil a R$ 4 mil

8) Coordenador/ supervisor de vendas - B2C

O que faz: coordenação de equipe de vendas para médias contas do varejo
Setor: indústrias de bens de consumo
Motivo: devido ao cenário econômico atual, a indústria de bens de consumo está modificando o perfil do profissional da área de vendas. As empresas estão substituindo o famoso "tirador de pedido" por perfis mais estratégicos, com visão de negócio e bastante pré-disposição a fazer negociações de maneira mais estratégica, consultiva e criativa
Salário: R$ 4 mil a R$ 6 mil

Fonte:G1



ATUALIDADE

19/08/2015


Votação de desonerações é adiada
para esta quarta, anuncia Renan

Presidente do Senado atendeu a pedido do relator Eunício Oliveira.Projeto do governo reonera folha das empresas para aumentar arrecadação.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que a votação do projeto que reduz as desonerações das folhas de pagamento das empresas, prevista para esta terça-feira (18), foi adiada para esta quarta-feira (19).

Renan adiou a votação depois de um pedido do relator, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). O projeto, último item do ajuste fiscal do governo a tramitar no Congresso, é o primeiro projeto da pauta do Senado desde a semana passada. Nesta terça, o presidente do Senado chamou o projeto de "cadáver insepulto".

Eunício Oliveira disse, no plenário, que pediu prazo a Renan a fim de buscar “oportunidade de entendimento”. Ele, que minutos antes havia conversado com o líder do governo no Senado, senador Delcídio do Amaral (PT-MS), disse que a intenção é "harmonizar o sentimento do Senado Federal".

“Eu sei da necessidade que nós temos de virar essa página. E eu tenho dito isso e tenho repetido, mas eu recebi duas ligações e preciso fazer uma reanálise sobre essas duas ligações”, afirmou Eunício Oliveira.

Segundo o senador, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, telefonou a ele e pediu para que marcassem uma nova conversa para esta quarta-feira. Eunício declarou que só acatará modificações se for para beneficiar mais setores.

O relator disse que o prazo até esta quarta-feira é “a última tentativa” para um entendimento. “Não acontecendo esse entendimento, presidente, não há outro caminho a não ser fazermos a votação no dia de amanhã [quarta]”, disse a Renan Calheiros.

Em seguida, Renan acatou o pedido de Eunício, diante da falta de acordo entre as lideranças, e reforçou a necessidade de votar o projeto. "Há um desejo de tirar essa matéria da pauta. Precisamos encerrar esse ajuste", disse.

“Como não há acordo ainda com relação ao mérito da matéria, que caminho deveremos seguir, vamos deixar a apreciação dessa matéria importante para amanhã [quarta]”, afirmou o presidente da Casa.

Texto da Câmara não muda, diz relator

O texto enviado pelo Executivo aumenta a contribuição previdenciária que as empresas têm de pagar ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Diante das dificuldades para equilibrar as contas públicas, essa é mais uma tentativa do governo federal para ampliar a arrecadação.

Minutos antes de pedir ao presidente do Senado prazo para apresentar seu parecer, Eunício Oliveira havia declarado que estava decidido sobre seu relatório e que manteria o texto aprovado na Câmara dos Deputados. Dessa forma, se passar pelo Senado, o texto vai diretamente para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

Na Câmara, o texto aprovado pelos deputados prevê um aumento menor de tributo para as áreas de transportes, confecções, call center, empresas de comunicações e setor calçadista. Eunício Oliveira disse que não apresentará mudança alguma no texto.

A equipe econômica do governo chegou a pedir a ele para que "abrisse o texto", de forma a dar "oportunidade de veto”.

O senador já havia adiantado que estava em dúvida sobre se acataria a sugestão. A “abertura” do projeto, de acordo com o senador, significa a divisão do mesmo texto em mais artigos ou incisos.

O objetivo, segundo ele, seria facilitar possíveis vetos da presidente Dilma Rousseff. Isso porque a Constituição prevê que o veto parcial de um projeto só pode ser feito se abranger todo o texto de um artigo, de um parágrafo, de um inciso ou de uma alínea. Dessa forma, quanto mais "dividido" estiver o texto, mais fácil se torna o veto parcial.

O senador também já havia adantado que, apesar de não concordar com todos os critérios do texto que saiu da Câmara, só mudaria o teor do projeto se houvesse acordo com os deputados.

Oposição

Depois de reunião de Renan Calheiros com lideranças da Casa, líderes da oposição criticaram a decisão do relator de manter a versão da Câmara e disseram que se posicionarão de forma contrária ao texto.

O líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), disse que o texto não contará com o apoio da bancada.

"A proposta que vem da Câmara é recessiva e ampliará mais o desemprego", afirmou o senador. "Caberia ao Senado cumprir seu papel de aprimorar a redação", completou, sugerindo mudanças no texto.

O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), disse que argumentará contra o projeto, no plenário. "O governo tem tudo para perder na votação. Se tiver vitória, será apertada", disse.

Outras votações

Sem o projeto das desonerações, o Senado votou duas propostas de emenda à Constituição (PEC).

Os senadores aprovaram, em segundo turno, a PEC que amplia o prazo em que a União deve destinar ao Centro-Oeste e ao Nordeste percentuais mínimos dos recursos destinados à irrigação. Com a conclusão da votação em segundo turno, a proposta será promulgada pelo Congresso Nacional.

Todas as PECs precisam passar por dois turnos de votação nos plenários da Câmara e do Senado antes da promulgação.

Os senadores chegaram a aprovar também nesta terça a PEC que coloca o transporte como "direito social" na Constituição. Essa proposta, entretanto, foi aprovada em primeiro turno e precisa passar por mais uma rodada de votação antes de ser promulgada.

Fonte:G1



ATUALIDADE

12/08/2015


Waze ajudará motorista
a evitar multas por rodízio

São Paulo - O Waze adicionou nesta segunda-feira (10), em seus apps para Android e iOS, um novo recurso para ajudar os motoristas da cidade de São Paulo a não esquecer do rodízio de carros.

Com a nova ferramenta, os usuários são conduzidos por caminhos fora da zona de restrição nos dias de rodízio dos veículos, o que retira a necessidade do motorista saber quais são as ruas em que ele pode ou não dirigir.

Para usar a novidade, tudo que o usuário precisa fazer é entrar nas configurações de navegação e cadastrar os dois últimos dígitos da placa do seu carro.

Segundo uma mensagem no aplicativo, após o cadastro, o usuário passará a ser guiado pelo programa baseado na política de rodízio veicular de sua cidade.

Ou seja, em dias de rodízio, o aplicativo ainda irá calcular a rota mais rápida, só que ela será feita evitando a zona de restrição.

Embora uma função com princípio similar já existisse em outros lugares do mundo – como em Paris, onde os usuários do Waze são avisados quando entram e saem de “zonas de controle” –, a cidade de São Paulo é a primeira do mundo a receber essa tecnologia de cálculo de rotas personalizadas em dias de restrição.

Um detalhe interessante da novidade é que ela foi o resultado de uma solicitação feita pelos usuários do aplicativo em julho do ano passado, no fórum do Waze.

Entre as mensagens escritas por eles, está uma feita por Elton Gameiro, que diz que “seria sensacional [se o Waze tivesse uma ferramenta para evitar o rodízio]. Mas para ser útil, ele [o Waze] deveria traçar a rota sem passar pela área de rodízio, ou informar que é impossível alcançar o destino sem passar por ela”. Pois é, Elton, passaram-se alguns meses, mas essa função enfim chegou.

Fonte:http://exame.abril.com.br/



ATUALIDADE

06/08/2015


Gigantes de gelo derretem
em ritmo recorde, diz estudo

São Paulo - Não é apenas o Ártico que está em apuros. Ao redor do mundo, os gigantes glaciares perdem gelo em um ritmo sem precedentes e que está acelerando. A constatação é de um estudo publicado no periódico científico Journal of Glaciology.

O Serviço de Monitoramento Mundial de Glaciares, coordenado pela Universidade de Zurique, compilou dados mundiais sobre as mudanças na cobertura das geleiras ao longo de mais de 120 anos.

Na pesquisa, as observações da primeira década do século 21 (2001-2010) foram comparadas com todos os dados anteriores, disponíveis a partir de observações de campo e registros transmitidos por satélites.

"As geleiras observadas atualmente perdem entre meio metro e um metro de sua espessura de gelo a cada ano - isto é duas a três vezes mais do que a média correspondente do século 20", explica Michael Zemp, diretor do Serviço de Monitoramento Mundial de Glaciares e líder do estudo.

Os pesquisadores têm testemunhado o recuo crescente das geleiras na Groenlândia, Antártica Ocidental, montanhas costeiras do Canadá e Alasca, assim como na Europa e no Himalaia.

"Medidas exatas desta perda de gelo são relatadas a partir de apenas algumas centenas de geleiras. No entanto, estes resultados se confirmam por observações de campo e por satélite para dezenas de milhares de geleiras em todo o mundo", pondera Zemp.

E o futuro não parece promissor. "As geleiras em muitas regiões, muito provavelmente sofrerão mais perdas de gelo", disse Zemp. "Mesmo que o clima permaneça estável", conclui o estudo.

Fonte:http://exame.abril.com.br/