ATUALIDADE

18/05/2016


Motoristas de ônibus de SP fecham terminais e fazem paralisação

Protesto começou às 10h e deve durar até o meio-dia desta quarta (18).
Categoria quer reajuste de 5% mais os 10% de reposição da inflação.

Motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo iniciaram às 10h desta quarta-feira (18) uma paralisação em terminais urbanos, prevista para durar até o meio-dia. A categoria rejeitou em assembleia a proposta feita pelo sindicato das empresas, de 2,31% de reajuste salarial.

Ao todo são 29 terminais em São Paulo parados de acordo com o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindimotoristas).

No Terminal Parque Dom Pedro, no Centro, os motoristas colocaram ônibus para fechar a saída de outros veículos. Os passageiros chegam e desembarcam, mas não conseguem embarcar em ônibus que saem do terminal – por onde passam 58 linhas e que recebe 196 mil passageiros por dia.

No Terminal Bandeira, ônibus com passageiros acabaram bloqueados na saída do terminal. Neste terminal, operam 22 linhas que atendem 120 mil passageiros por dia, segundo a SPTrans.

Nos terminais Sacomã e João Dias, os ônibus também pararam de sair às 10h. Alguns passageiros que não sabiam da paralisação foram surpreendidos.

O sindicato dos motoristas pretende com o ato forçar as empresas a melhorar a proposta de reajuste salarial. A categoria quer 5% de aumento mais a inflação corrigida de 10%, além de participação nos lucros de R$ 2 mil e vale-refeição diário de R$ 25.

Já o sindicato das empresas ofereceu reajuste de 2,31% nos salários e vale-refeição e quer que a Prefeitura aumente o repasse das tarifas às viações. Caso não ocorra avanços, os motoristas devem fazer nova paralisação por duas horas na tarde desta quinta-feira (19).

"Nós vamos fazer vários atos, já programado para amanhã (quinta) das 14h às 16h. Claro que a gente espera que até lá aconteça nossa reunião e tenha uma proposta que venha a atender os anseios da categoria. Na sexta-feira, nós já temos marcada uma assembleia às 16h e a categoria vai decidir o que vamos fazer a partir da semana que vem", afirmou Valdevan Noventa, presidente do sindicato.

Segundo ele, a paralisação no meio do dia é para chamar a atenção dos responsáveis e não prejudicar tanto os passageiros.

Passageiros pegos de surpresa

A aposentada Maria José Freire Marins, de 79 anos, estava dentro do ônibus no terminal Parque Dom Pedro 2, tentando ir para casa, quando teve início a paralisação dos motoristas na manhã desta quarta-feira. "Eu vim no médico. Já estava dentro do ônibus quando mandaram eu voltar porque tinha parado", conta ela.

A passageira disse que foi surpreendida pela paralisação. "Foi só por isso que eu vim. Quando eu soube que ia parar tive que desmarcar a consulta". Para retornar para o Itaim Paulista, na Zona Leste, onde mora, ela terá que esperar o término da paralisação.

Depois de esperar meses para conseguir passar com uma cardiologista no sistema público de saúde, a dona de casa Valdete dos Santos Souza, de 65 anos, não imaginava que ia encontrar tanta dificuldade para voltar para casa.

"Eu não sabia que tava tendo isso, se soubesse não tinha vindo não. Mas tinha marcado uma médica faz seis meses, não podia perder", disse ela.

A passageira que mora em Santo Amaro pegou três ônibus para ir na consulta e não vê outra alternativa para retornar para sua residência. Diabética, ela conta que passa mal se ficar muito tempo sem comer. "Eu não posso comer as coisas assim na rua. Vou ter que esperar. Se eu passar mal, quem vai me socorrer ", questiona.

CPTM faz nova proposta

Os quatro sindicatos que representam os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) participaram de audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nesta terça-feira (17) com representantes da empresa.

A CPTM ofereceu reajuste de 10,44%, índice sugerido pelo TRT. A nova proposta será apresentada à categoria em assembleias que acontecerão no dia 23. A CPTM começou as negociações com 2,61%, subiu para 5,22% e agora oferece 10,44%.

Fonte: G1



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04/05/2016


Os 3 países da América Latina na
lista negra da pirataria internacional

Três países latino-americanos apareceram na "lista negra" de uma organização governamental americana.

A Agência de Comércio Exterior dos Estados Unidos divulgou, no fim de abril, o Relatório Especial 301, sobre as violações de direitos de propriedade intelectual e patentes no mundo todo em mercados variados como o de entretenimento e de fármacos.

O documento traz uma "lista negra" com os 11 países que mais pirateiam produtos e uma segunda com aqueles que precisam ser "vigiados". Três países latino-americanos aparecem na primeira relação: Argentina, Chile e Venezuela.

O Brasil figura na lista dos que precisam ser vigiados, ao lado de outros dez países da região e do Caribe: Barbados, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Guatemala, Jamaica, México e Peru.

O relatório ressalta, no entanto, que nos últimos dois anos foram tomadas medidas importantes no Brasil contra sites de pirataria.

"Permanecem preocupantes os altos níveis de falsificação e pirataria", destaca o documento, para o qual é preciso maior "ênfase na região da tríplice fronteira e a aplicações de penas mais duras" contra violações de propriedade intelectual.

"Os Estados Unidos também continuam preocupados com os persistentes e longos atrasos na análise de patentes e marcas, com uma duração média de três anos para marcas e de 11 anos para patentes", afirma o organismo, que aponta haver problemas também no mercado farmacêutico.

"Enquanto as leis e regulamentações brasileiras protegem produtos veterinários e agrícolas contra usos comerciais indevidos, a mesma proteção não é dada para produtos farmacêuticos. Uma forte proteção para detentores de direitos no país e no exterior são um ponto crítico para que negócios invistam em inovações no futuro no Brasil."

Visão 'unilateral'

Estar na lista não significa correr algum risco de sofrer sanções dos Estados Unidos, mas serve como um alerta para que as nações listadas se esforcem mais na luta contra a pirataria, ainda que os próprios países não concordem com isso.

O relatório reconhece, por exemplo, que o Chile deu passos importantes para "reduzir o tempo necessário para registrar uma patente e melhorou as ações de proteção intelectual", além de ter reduzido a "taxa de uso de programas de computador piratas", mas manteve o país na "lista negra".

Entre outros motivos, são mencionados os decodificadores piratas, aparelhos baratos que permitem acessar canais de TV a cabo, inclusive em alta definição.

Após o documento ser divulgado, a Direção Geral de Relações Econômicas Internacional da Chancelaria do Chile publicou um comunicado em que aponta uma visão "unilateral" do direito de propriedade intelectual no país.

Segundo a chancelaria chilena, ao longo dos últimos anos, o país criou "um sistema de propriedade intelectual balanceado entre os interesses dos criadores e da sociedade", que cumpre o "duplo objetivo de fomentar a inovação e garantir o devido acesso ao conhecimento, à cultura e aos medicamentos por toda a população".

Feira de produtos falsificados

O relatório também aponta que a Argentina "segue apresentando uma série de deficiências conhecidas há tempos na proteção dos direitos de propriedade intelectual".

O organismo destaca, por exemplo, a falta de uma proteção adequada para patentes farmacêuticas, biotecnológicas e químicas agropecuárias e ressalta o crescimento da feira La Salada, em Buenos Aires, onde são vendidos produtos "falsificados e pirateados".

"A pirataria na internet é uma preocupação crescente", acrescenta o documento. "As taxas se aproximam de 100% em diversas áreas de conteúdo."

Fernando Tomeo, advogado argentino especializado em Direito e Novas Tecnologias, reconhece que a lei de propriedade intelectual do país é "muito antiga".

Criada em 1933, a legislação atual precisa de "uma reforma que contemple as novas tecnologias de informação", diz Tomeo.

No entanto, o advogado considera que as autoridades, a polícia e os juízes "têm investigado e acabado" com os grandes provedores de conteúdo online ilegal com sede na Argentina.

'Ambiguidade legal'

Entre os países da lista negra, a Venezuela é o que está na pior situação. Sua permanência no ranking se deve à ausência de "esforços aparentes" e à "falta de um sistema eficaz" para fazer frente à ampla pirataria e falsificação existentes no país, indica o Relatório Especial 301.

Em especial, o documento destaca a "ambiguidade legal" em relação às patentes farmacêuticas, à aprovação de marcas "similares ou quase idênticas" a marcas já registradas e, inclusive, à projeção de filmes piratas em cinemas, entre outros exemplos.

O Brasil permaneceu entre os países a serem observados, apesar do relatório ressaltar que nos últimos dois anos foram tomadas medidas importantes contra sites de pirataria.

"Permanecem preocupantes os altos níveis de falsificação e pirataria", destaca o documento, para o qual é preciso maior "ênfase na região da tríplice fronteira e a aplicações de penas mais duras" contra violações de propriedade intelectual.

"Os Estados Unidos também continuam preocupados com os persistentes e longos atrasos na análise de patentes e marcas, com uma duração média de três anos para marcas e de 11 anos para patentes", afirma o organismo, que aponta haver problemas também no mercado farmacêutico.

"Enquanto as leis e regulamentações brasileiras protegem produtos veterinários e agrícolas contra usos comerciais indevidos, a mesma proteção não é dada para produtos farmacêuticos. Uma forte proteção para detentores de direitos no país e no exterior são um ponto crítico para que negócios invistam em inovações no futuro no Brasil."

Fonte: G1



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28/04/2016


Pesquisa revela 'mapa' da linguagem no cérebro

Trabalho descobriu minúcias da rede responsável pela representação de palavras e significados em diferentes regiões do cérebro conhecidas como sistema semântico.

Cientistas nos Estados Unidos conseguiram mapear como o cérebro organiza a linguagem.

Esse "atlas semântico" mostra, por exemplo, a ativação de uma região do cérebro em resposta a palavras sobre vestuário e aparência.

Os pesquisadores descobriram que esses mapas eram bem parecidos, e até nos detalhes, no pequeno grupo de voluntários que participou do estudo.

O trabalho de uma equipe da Universidade da Califórnia foi publicado na revista especializada Nature.

A ideia de que informações sobre o significado das palavras são representadas em certas regiões do cérebro, conhecidas como sistema semântico, já era conhecida.

Mas esse novo trabalho revela as minúcias dessa rede, que se espalha pela camada mais externa do cérebro humano.

Os resultados poderiam eventualmente ajudar pessoas que não conseguem falar, como vítimas de derrames, danos cerebrais diversos ou doenças neuromotoras.

Metodologia

Voluntários escutaram mais de duas horas de histórias veiculadas por um programa de rádio dos EUA enquanto permaneceram dentro de um equipamento de imagens por ressonância magnética. O próprio coordenador do estudo, Alex Huth, participou do experimento.

A equipe coletou dados sobre mudanças no fluxo sanguíneo e na oxigenação - indicadores de atividade - em diferentes áreas do córtex cerebral.

O córtex é a camada externa de tecido do cérebro, e desempenha uma trabalho chave em funções importantes como linguagem e consciência.

As imagens foram confrontadas com transcrições e marcações de tempo das histórias escutadas. Os pesquisadores então usaram um algoritmo de computador que pontuou palavras de acordo com sua proximidade em termos de significado.

Converteram depois os resultados em um mapa do tipo Thesaurus, que associa termos a conceitos, e as palavras foram sendo posicionadas nos lados esquerdo e direito do cérebro.

A equipe mostrou que o sistema semântico se distribui amplamente em mais de cem áreas diferentes nas duas metades (ou hemisférios) do córtex, e em padrões complicados que se repetiram nos participantes da pesquisa.

O mapa indica que muitas áreas do cérebro humano representam linguagem que descreve pessoas e relações sociais, mais do que conceitos abstratos.

A mesma palavra, porém, poderia se repetir várias vezes em diferentes áreas do mapa cerebral.

A palavra em inglês "top" (que pode significar bom, de alta qualidade e auge, ápice, entre outros sentidos) foi representada em partes do cérebro que respondem a palavras sobre vestuário e aparência, e também numa região que lida com números e medições.

"Nossos modelos semânticos são bons em prever respostas à linguagem em diferentes e grandes áreas do córtex", disse Huth, o coordenador do estudo.

"Mas também conseguimos coletar informações minuciosas que nos dizem o tipo de informação representada em cada área cerebral. Por isso essas mapas são tão empolgantes e têm tanto potencial", completou.

Desenvolvendo essa técnica, cientistas poderiam rastrear a atividade cerebral de pacientes com dificuldade de comunicação, e depois comparar essas informações com mapas de linguagem para determinar o que essas pessoas estão tentando dizer.

"Apesar de os mapas serem bem parecidos nas pessoas, também há diferenças substanciais", afirmou Jack Gallant, outro autor da pesquisa.

"Precisaremos de mais estudos em uma amostra maior e mais diversa de pessoas antes de podermos mapear essas diferenças individuais em detalhes."

Fonte: G1



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20/04/2016


Novo terremoto de magnitude
6,2 abala costa do Equador

Um terremoto de magnitude 6,2 atingiu a costa do Equador nesta quarta-feira, poucos dias depois de um tremor ainda mais forte ter abalado a área e matado quase 500 pessoas, golpeando a economia já frágil do país.

O sismo mais recente aconteceu a 70 quilômetros da cidade litorânea de Esmeraldas, às margens do Pacífico, e a 10 quilômetros de profundidade, informou o Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico –- numa área próxima ao epicentro do terremoto de magnitude 7,8 de sábado.

Testemunhas na região disseram que dois tremores fortes de cerca de 30 segundos cada foram sentidos nas primeiras horas do dia em Cojimies, mais ao sul da costa em comparação ao sismo do final de semana. As pessoas acordaram e correram para as ruas.

Nenhum alerta de tsunami foi emitido. O terremoto não foi sentido na capital Quito, que fica em uma área mais elevada, e não surgiram relatos imediatos de danos.

O Instituto Geofísico do Equador afirmou que um terremoto de magnitude 6,2 ocorrido às 3h33 do horário local foi seguido por uma série de tremores secundários. O Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) estimou sua magnitude em 6,1.

O sismo de sábado matou 480 pessoas, deixou 107 desaparecidos e mais de 4.600 feridos. Cerca de 1.500 edifícios foram destruídos, houve inundações de lama e ruas foram rasgadas ao meio. Cerca de 20.500 pessoas tiveram que dormir em abrigos.

Supervisionando os trabalhos de resgate na zona do desastre, o presidente equatoriano, Rafael Correa, disse que o terremoto de sábado infligiu um dano de 2 a 3 bilhões de dólares à economia do país dependente de petróleo e que pode reduzir o crescimento da nação em 2 ou 3 pontos percentuais.

A queda na arrecadação do petróleo devido à redução do preço da commodity já vinha obrigando o Equador, nação andina pobre de 16 milhões de pessoas, a encarar um crescimento quase zero, cortes nos investimentos e a busca de financiamento.

Em muitos vilarejos ou cidades mais isoladas, os sobreviventes sofrem com a falta de água, eletricidade e transporte, embora a ajuda esteja chegando aos poucos. Estádios de futebol no norte e no sul da costa equatoriana estão servindo como centros de distribuição de ajuda e necrotérios improvisados.

Os socorristas estão perdendo a esperança de encontrar novos sobreviventes, embora os familiares dos desaparecidos implorem para que insistam nas buscas.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/



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13/04/2016


Casa Branca diz confiar que Brasil
vai resolver seus desafios políticos

Porta-voz Josh Earnest confunde Brasil com o Reino Unido. EUA têm interesse de que a economia brasileira seja forte, diz.

O porta-voz da Casa Branca Josh Earnest declarou nesta terça-feira (12) que o presidente Barack Obama está “confiante” de que o Brasil conseguirá superar os desafios que enfrenta no momento. Earnest foi questionado por um jornalista sobre as recentes notícias vindo do Brasil, do avanço do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e da nova projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a queda do PIB brasileiro para 3,8%.

Ao responder ao jornalista, o porta-voz confundiu em alguns momentos o Brasil com o Reino Unido, ao falar “governo britânico” e “povo britânico” em vez de “brasileiro” (ASSISTA).

“O presidente está confiante na habilidade desse sistema de governo de resolver as preocupações que foram levantadas e permitir que o governo britânico (sic) e o povo britânico (sic) sigam adiante”, afirmou.

Earnest também se confundiu com a estação do ano em que serão realizados os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Em vez de dizer “inverno”, mencionou “verão”.

“Eles têm um verão (sic) cheio pela frente, eles estão se preparando para hospedar os Jogos Olímpicos. Isso colocará o Brasil no holofote”.

O porta-voz disse que os EUA têm interesse de que a economia brasileira seja forte.

“Nós certamente estamos esperançosos de que o governo britânico (sic), o governo brasileiro, será capaz de confrontar esses desafios de acordo com as regras que estão na sua Constituição e ir adiante de uma maneira que, no longo prazo, possa começar a fortalecer sua economia", afirmou.

"Obviamente, quando há um país tão grande quanto o Brasil, que tem tantos laços econômicos com os EUA, é de nosso interesse ver a sua economia forte. É de nosso interesse ver a sua economia se desenvolvendo de um modo que possa continuar a ser um parceiro importante com os EUA”, disse.

Fonte: G1



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06/04/2016


Construção civil demite 467,7 mil trabalhadores em 12 meses

Em fevereiro, a queda foi de 0,83% em relação ao mês anterior.
Piores resultados foram observados no Norte e no Nordeste.

A construção civil brasileira registrou queda de -0,83% no nível de emprego em fevereiro em relação a janeiro, com o fechamento de 23,9 mil postos de trabalho, considerando os fatores sazonais. Em 12 meses, já foram demitidos 467,7 mil trabalhadores.

Os dados são da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

“O setor está desempregando pelo 17º mês consecutivo. Mesmo se, como queremos, a crise política tiver um desfecho rápido dentro da legalidade, novos investimentos ao longo deste ano resultarão em obras mais adiante, e somente então se iniciará uma retomada do emprego”, comenta o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto.

Por segmento, engenharia e arquitetura teve a maior retração (-1,66%) em fevereiro em comparação a janeiro, seguido pelo de imobiliário (-1,15%). No acumulado do ano, o segmento imobiliário apresentou a maior queda (-17,73%).

A deterioração do mercado de trabalho afeta todas as regiões do Brasil, sendo que os piores resultados foram observados no Norte (-2,50%), e no Nordeste (-1,01%). No Sudeste, queda foi de 0,73%, no Sul, de 0,49%, e no Centro-Oeste, de 0,36%.

Estado de SP

Em fevereiro, o emprego registrou queda de -0,57% em relação a janeiro, considerando efeitos sazonais, com redução de 4.431 mil vagas. Desconsiderando a sazonalidade, o declínio no período foi de -1,02% (-7,9 mil vagas).

No período, o segmento de engenharia e arquitetura respondeu pelo pior desempenho (-1,81%). Em seguida, o imobiliário apresentou queda de -1,03%.

O estoque de trabalhadores sofreu retração de 773 mil em janeiro para 769 mil em fevereiro. Em 12 meses, entre as regionais, Santos apresentou a maior queda, de -14,57%. Na capital, que responde por 45% do total de empregos no setor, a retração no mesmo comparativo foi de -11,53%.

Fonte: G1



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30/03/2016


Nasa faz registro inédito de explosão de supernova

23 março 2016 Atualizado pela última vez 16:30 (Brasília) 19:30 GMT

Usando o telescópio espacial Kepler, astrônomos da Nasa capturaram, pela primeira vez em luz visível, a onda de choque causada pelo momento em que uma supernova explode.

Explosões como essa acontecem quando as estrelas estão chegando ao fim de suas vidas. A imagem feita pela agência americana mostra um astro de 1,2 bilhão de anos.

É a terceira vez que a Nasa vê explosões como essa de supernovas pelo telescópio Kepler, mas pela primeira vez consegue registrar o acontecimento, já que as ondas de choque só duram cerca de 20 minutos.

Essas observações podem ajudar a explicar a importância das explosões das supernovas no desenvolvimento do Universo. Já capturar essas imagens podem dar aos astrônomos as bases necessárias para entender o ciclo vital das estrelas.

Fonte: http://www.bbc.com/



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23/03/2016


Ataques terroristas na Bélgica deixam dezenas de mortos e feridos

Explosões atingiram o aeroporto de Zaventem e estação de metrô.
Ao menos 34 morreram e mais de 200 ficaram feridos, segundo a imprensa.

Atentados terroristas deixaram dezenas de mortos e feridos no Aeroporto Internacional de Zaventem e na estação de metrô Maelbeek em Bruxelas, na Bélgica, na manhã desta terça-feira (22). O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelos ataques.

O número de vítimas ainda não é oficial. A imprensa fala em 34 mortos e mais de 200 feridos. As explosões levaram o país a entrar em alerta máximo para atentados terroristas.

Algumas horas depois dos ataques, o Estado Islâmico publicou um comunicado na web reivindicando os atentados. "Uma célula secreta de soldados do califado (...) realizou um ataque contra o estado cruzado da Bélgica, que está lutando contra o Islã e seu povo", afirmou, acrescentando que os agressores usavam coletes, artefatos explosivos e metralhadoras e que países que combatem os extremistas têm 'dias escuros' pela frente.

A TV belga divulgou uma foto que seria dos suspeitos do atentado no aeroporto. Logo depois a polícia fez um alerta de que um dos três estaria foragido e pediu informações sobre ele. Durante todo o dia, foram feitas batidas policiais na capital belga.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, condenou o que classificou de "atentados cegos, violentos e covardes" que atingiram a capital belga. "Temíamos um atentado terrorista e aconteceu", lamentou.

Em um pronunciamento à nação, o rei Philippe da Bélgica disse que ele e a rainha Mathilde compartilham a dor de todos aqueles que sofreram por causa dos ataques “covardes e cheios de ódio”. “Diante da ameaça, continuaremos a responder juntos com firmeza, calma e dignidade”, disse.

Explosões

Duas explosões ocorreram no aeroporto e uma no metrô. Pelo menos uma delas foi provocada por um homem-bomba, segundo procuradoria local. Uma testemunha que trabalha no setor de bagagens do aeroporto disse ter ouvido um homem gritar em árabe pouco antes da explosão.

O prefeito de Zaventem, onde fica o aeroporto de Bruxelas, diz à agência France Presse que os agressores levaram bombas dentro de malas. "Chegaram em táxi com malas, suas bombas estavam dentro das malas. As colocaram em carrinhos. As duas primeiras bombas explodiram. O terceiro (suspeito) também colocou sua mala em um carrinho, mas teve pânico, não explodiu", diz Francis Vermeiren.

Inicialmente, a imprensa divulgou que as explosões ocorreram na área de embarque, e houve ainda um relato de que foram perto de um balcão da companhia American Airlines – o que a empresa nega.

A polícia do país diz ter encontrado um rifle Kalashnikov ao lado dos corpos no aeroporto de Bruxelas, segundo a emissora pública belga VRT. O canal privado VTM disse que um cinto com explosivos foi localizado e detonado pela polícia.

Brasileiros

Brasileiros que moram na cidade relataram ao G1 momentos de tensão e medo. A jornalista Samla da Rosa, de 53 anos, que mora em Bruxelas há 20, estava no trem que sofreu o atentado.

"Tudo se passou muito rápido. O barulho foi surdo e a janela do metrô caiu sobre a minha cabeça. As luzes foram cortadas imediatamente. Olhei para o lado, vi fumaça, fogo do lado de fora, alguns trilhos destruídos e algumas pessoas correndo na plataforma do outro lado", relatou por e-mail.

A fisioterapeuta Neuseli Lamari, que foi a Bruxelas para participar de um congresso, escapou por pouco do atantado. "Foi por um minuto que perdi o trem que explodiu. Apesar do alívio enorme por ter perdido o trem anterior, não deixa de ser assustador estar em meio a toda essa confusão. Era uma fumaceira e uma correria só", disse.

Entre os feridos na explosão no aeroporto está o ex-jogador de basquete belga-brasileiro Sebastien Bellin. Ele foi colocado sob cuidados intensivos e, até o momento, não há informações sobre seu estado de saúde. Bellin defendeu a seleção belga e foi pivô dos clubes Anvers e Mons-Hainaut.

Não há ainda informação sobre brasileiros entre os mortos nos atentados em Bruxelas.

Metrô

A terceira explosão atingiu a movimentada estação Maelbeek, que fica perto de um bairro onde parte das representações da União Europeia está sediada, segundo a CNN.

Um diplomata esloveno ficou ferido nos ataques. A imprensa local afirma que ele estava se deslocando para o trabalho de metrô no momento das explosões, segundo a Reuters. Segundo a CNN, dezenas de pessoas foram retiradas de macas do aeroporto. As fotos do local mostram destroços e vidros quebrados.

Uma testemunha que estava na área de embarque contou em entrevista a TV5 que logo após a primeira explosão houve um “momento de perplexidade”. Poucos instantes depois, veio a segunda explosão e “ninguém mais teve dúvida do ataque”, dando início à correria.

Segurança

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, afirmou que, nesse momento, a prioridade é estabilizar a situação: reforçar a segurança em alguns pontos onde temiam alguma ameaça e dar socorro às vítimas.

O primeiro-ministro pediu calma e solidariedade para os compatriotas. “Nós estamos face a uma dificuldade, um desafio. Vamos enfrentar unidos e solidários”, declarou.

Ele disse que existe informações sobre mortos, mas não citou números. “Há muitos feridos, alguns, graves. É um momento negro para o nosso país”, afirmou.

As autoridades recomendam às pessoas evitar deslocamentos. O sinal de celular está prejudicado. Por isso, as autoridades orientam a enviar mensagens ou fazer contatos por redes sociais. As ligações telefônicas devem ser deixadas apenas para emergências.

Foram esvaziadas todas as estações de metrô e suspendido o deslocamento de trens em Bruxelas.

O aeroporto foi esvaziado e fechado para pousos e decolagens, e o tráfego aéreo está interrompido e desviado para outras regiões. A polícia bloqueou todas as vias de acesso ao complexo. O serviço de ônibus também foi interrompido.

Luta contra o terrorismo

As explosões ocorreram quatro dias após a prisão, em Bruxelas, de Salah Abdeslam, principal suspeito pelos ataques de Paris em novembro.

Desde o início da semana passada, a polícia belga faz buscas por suspeitos de terem participado dos atentados de Paris que deixaram 130 mortos e mais de 200 feridos. Um suspeito foi morto após a invasão de um apartamento.

Na segunda-feira (21), a polícia divulgou a identidade de mais um suspeito de envolvimento com os ataques. Conhecido sob a falsa identidade de Soufiane Kayal, ele foi identificado como Najim Laachraoui, um homem de 24 anos.

Repercussão

Em pronunciamento à nação, o rei Philippe da Bélgica disse que ele e a rainha Mathilde compartilham a dor de todos aqueles que sofreram por causa dos ataques “covardes e cheios de ódio” desta terça. “Diante da ameaça, continuaremos a responder juntos com firmeza, calma e dignidade”, disse.

As explosões na Bélgica levaram a Alemanha a refoçar a segurança no Aeroporto de Frankfurt. O ministro do Interior alemão afirmou que não há indicações de que os autores dos atentado tenham alguma relação com a Alemanha, segundo a Reuters.

França

O presidente da França, François Holland, afirmou que os ataques à Bélgica "atingem toda a Europa". O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, direcionou 1,6 mil policiais a mais para manter a segurança das fronteiras e no sistema de transportes do país.

A França também reforçou segurança no Aeroporto Charles de Gaulle, na região de Paris. As autoridades esvaziaram a estação de trens e metrô Gare du Nord, em Paris, após um pacote suspeito ter sido encontrado no local.

Os trens de alta velocidade que ligam Paris a Bruxelas, Colônia (Alemanha) e Amsterdam (Holanda) foram paralisados completamente, informou a Thalys, companhia que opera o serviço, em seu site oficial.

A torre Eiffel vai ser iluminada com as cores da bandeira da Bélgica nesta noite, em homenagem às vítimas, disse a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, via Twitter.

Inglaterra

A polícia britânica reforçou sua presença em estações, aeroportos e outros locais públicos, de acordo com a France Presse. A Eurostar concelou trens para Bruxelas, como informou a Reuters.

O chefe de antiterrorismo da polícia britânica, Mark Rowley, esclareceu que a medida não tem nada a ver com alguma ameaça secreta contra o Reino Unido.

O Papa Francisco condenou a violência cega dos atentados em Bruxelas e afirmou estar orando pelas vítimas.

Fonte: G1



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16/03/2016


Para pioneira em ligar zika a microcefalia,
Brasil está perdendo tempo e situação é ‘de guerra’

As sextas-feiras viraram os "piores dias da vida" da obstetra Adriana Melo. É quando ela recebe as grávidas que tiveram zika para as ultrassonografias que indicam se os fetos têm ou não algum sinal de alteração neurológica, em um hospital conveniado ao SUS em Campina Grande, na Paraíba.

Na maior parte das vezes, pode mandar as mulheres de volta para casa aliviadas, com o sossego de que está tudo bem.

Até que surja em seu monitor sinal das alterações que viu pela primeira vez em setembro do ano passado, e precise dar a notícia mais temida pelas grávidas enviadas à Clínica-Escola da Faculdade de Ciências Médicas – de que o bebê tem sinal de má formação neurológica.

"Não é fácil. A sensação é de que estou puxando o tapete de alguém", conta ela, que depois de dar a notícia se recolhe no quarto escuro de ultrassom para respirar fundo antes de receber as próximas pacientes.

Dra. Adriana, como todos a conhecem em Campina Grande, ganhou notoriedade depois de se tornar a primeira médica a identificar, em novembro, o vírus Zika no líquido amniótico de duas grávidas cujos fetos tinham microcefalia.

Ao longo dos últimos meses, a certeza de que a zika está por trás do surto de bebês que vêm nascendo com alterações neurológicas só aumentou – e a postura de alguns pesquisadores que colocam em dúvida esta relação, ou consideram excessivo o alarme gerado pelo governo, a tiram do sério.

"Eu sou médica baseada em evidências. Tem 17 anos que trabalho só com feto. Vejo 30 cérebros de crianças por dia. O que digo (a quem duvida) é – venham aqui. Passem um dia comigo olhando cérebros. E vocês vão ver que tem algo muito diferente acontecendo", afirma. "Eu tenho a visão de pesquisadora. Mas não podia ignorar a experiência deste momento."

Maçã de Newton

A obstetra diz que estamos no momento em que "a maçã caiu na nossa cabeça", comparando a ligação com a doença à revelação tida por Isaac Newton, que descobriu a lei da gravitação universal.

"Quando Newton desenvolveu suas teorias, primeiro a maçã teve que cair na sua cabeça. Estamos nesse ponto em que temos que elaborar as teorias e os trabalhos. Mas eu não podia esperar um tijolo cair sobre a minha cabeça para começar."

"Acho que estamos numa situação de guerra. Acredito piamente. Se fôssemos esperar até que se estabelecesse um nexo causal para alertar a população, quantas grávidas a mais não teriam bebês com microcefalia? Será que esse anúncio não foi capaz de salvar algumas vidas?"

Ela lembra o tempo perdido no passado até que se tenha levado a sério a Aids. "Quantos anos se passaram até que os cientistas quisessem acreditar no que estava acontecendo."

Ela considera que o país está "alarmando de menos".

"Estamos focando só em casos de microcefalia, quando há coisas piores acontecendo", afirma, citando casos recentes de pessoas que morreram com suspeita da síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que também vem sendo associada ao Zika.

Alterações 'não batiam'

O surto de microcefalia teve a primeira aparição no consultório de Dra. Adriana em setembro do ano passado. Uma paciente que tinha tido exames normais com 12 e 16 semanas de gravidez voltou com 20 semanas, e uma alteração no cerebelo deixou a médica incomodada. Mais duas semanas se passaram e a cabeça do bebê não havia crescido nada, e já apresentava microcefalia, além de focos de calcificação em diversos locais de cérebro.

"Aquilo me deixou confusa porque o cerebelo alterado era mais para uma doença genética, e a calcificação era mais para uma infecção. As duas coisas juntas não batiam."

Isso foi numa sexta-feira de manhã. Na sexta de noite, seu celular acendeu com uma mensagem que estava circulando pelo WhatsApp, dizendo que Pernambuco estava com 60 casos de microcefalia com o mesmo padrão de cerebelo alterado e calcificação.

Em comum, as grávidas tinham tido manchas vermelhas no corpo no início da gravidez. A suspeita era zika.

"Liguei na hora para a minha paciente, e ela tinha tido zika com 8 semanas. Fomos atrás das outras pacientes e todas tinham o mesmo histórico", conta.

"E fui ligando os pontos. A gente tinha visto um aumento de casos de Guillain-Barré aqui na Paraíba em julho, que é uma doença neurológica. Ou seja, esse vírus deve ter uma predileção pelo sistema nervoso. Eu não tive mais dúvidas."

A obstetra começou a se mobilizar para encontrar um laboratório que pudesse testar o líquido amniótico de suas pacientes para a presença do vírus. Até que chegou à Fundação Oswaldo Cruz, no Rio.

"Para mim era muito lógico buscar uma resposta no líquido amniótico, porque em infecções como toxoplasmose e citomegalovírus, quando a mãe transmite para o bebê, esses agentes infecciosos ficam presentes na urina e no líquido amniótico", compara. "Na minha cabeça era muito simples. Não sabia que ia dar essa repercussão toda."

Mesmo tendo sido "precursora", Dra. Adriana continua batalhando para conseguir recursos para pesquisa. E continua se desdobrado para se sustentar e manter todas suas frentes de atuação – além de médica em um hospital municipal e na escola universitária, ela é sócia de três clínicas particulares e pesquisadora no Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (Ibesq).

"Não temos verba. Se a doença tivesse começado no Sudeste, provavelmente já haveria mais recursos para pesquisa. Sabemos que o Nordeste é desacreditado, apesar de ter excelentes pesquisadores."

Ela segue fazendo estudos em conjunto com pesquisadores de outras instituições, como a Fiocruz e a UFRJ. Mas pleiteia verba para uma pesquisa mais ampla que acompanhe grávidas que tenham zika a partir da doença até o nascimento, e o desenvolvimento de casos de microcefalia – e que foque também nas crianças que nasceram saudáveis para acompanhar seu desenvolvimento.

"Não sabemos ainda se esses bebês podem ter um déficit auditivo, uma crise convulsiva, um déficit visual", preocupa-se.

'Síndrome da zika congênita'

Ao lado de outros colegas, ela defende que se deixe de descrever o que o Brasil está testemunhando como um surto de "microcefalia" apenas, e que se passe a falar em "síndrome da zika congênita". A expressão síndrome é usada quando há um conjunto de repercussões associado a uma causa.

"Temos visto uma variação muito grande. Há desde casos em que a cabeça da feto é menor e há pontos isolados de calcificação até padrões mais graves, com a ausência de estruturas do cérebro – como do tálamo ou do tronco cerebral, que é a estrutura responsável pela vida", explica.

"Vemos também casos de artrogripose, quando há uma contração da musculatura e das articulações. Nos casos mais graves, os bebês, quando nascem, terminam indo a óbito com pouco tempo de vida", lamenta.

Mas o problema está longe de ser apenas médico. É também social. A maioria das famílias atingidas é de baixa renda, e o atendimento demanda um forte empenho de assistência social.

"As diferenças sociais estão muito evidentes nessa tragédia. A grande maioria dos casos é das periferias ou de cidades pequenas, onde sabemos que há mais problemas sanitários, falta de abastecimento, falta de tratamento de esgoto", afirma.

"Essas populações são mais castigadas. As mulheres não têm acesso a repelente, não podem colocar uma tela (para proteger contra mosquitos), muito menos dormir com ar-condicionado. E muitas vezes não têm entendimento da gravidade da situação. A preocupação é outra. Pode ser que tenham dificuldade até de comer. Entre comprar o repelente de R$ 50 e uma refeição, é claro que vão preferir uma refeição."

Dra. Adriana tem dormido pouco, sacrificado a vida familiar, pulado fins de semana – e continua temendo as sextas-feiras, quando segue recebendo mulheres com malformações nos bebês que carregam em suas barrigas, e tem que ser a porta-voz do impensável.

"O que me motiva", suspira, "é parar de dar essas notícias."

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese



ATUALIDADE

09/03/2016


Dilma sanciona lei que amplia de
5 para 20 dias licença-paternidade

Prorrogação vale para empresas que integram o Programa Empresa Cidadã. Texto havia sido aprovado pelo Senado no início do mês passado.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que a presidente Dilma Rousseff sancionou nesta terça-feira (8), sem vetos, a lei que cria a Política Nacional Integrada para a Primeira Infância e que permite, entre outros pontos, que as empresas possam ampliar de 5 para 20 dias a duração da licença-paternidade.

O texto foi aprovado pelo Senado no início do mês passado e já havia tramitado na Câmara dos Deputados. Com a sanção, a lei entra em vigor.

Conforme o texto, a licença paternidade poderá ter mais 15 dias, além dos cinco já estabelecidos por lei, para os funcionários das empresas que fazem parte do Programa Empresa Cidadã. A prorrogação da licença também valerá para os empregados que adotarem crianças.

O Programa Empresa Cidadã, regulamentado pelo governo em 2010, possibilita a ampliação do prazo da licença-maternidade das trabalhadoras do setor privado de quatro meses para até seis meses.

Até aquele momento, a extensão do benefício só existia para funcionárias públicas.

Esse programa permite que a empresa deduza de impostos federais o total da remuneração integral da funcionária. A empresa que adere ao programa pode abater do Imposto de Renda devido valores dos dois salários extras. A regra só vale para as empresas que têm tributação sobre lucro real.

Segundo o texto sancionado por Dilma nesta terça, no período da licença, os pais e as mães não podem exercer qualquer atividade remunerada e a criança tem de ser mantida sob os cuidados deles. Se essa regra for descumprida, os funcionários perdem o direito à prorrogação.

Creches

Conforme a Presidência, a lei sancionada por Dilma também prevê que as prefeituras terão de ampliar as vagas em creches públicas e conveniadas para as crianças de baixa renda.

Fonte: G1



ATUALIDADE

02/03/2016


Veja a lista dos homens mais ricos do
mundo em 2016, segundo a Forbes

Jorge Paulo Lemann aparece na 19ª posição, com US$ 27,8 bilhões. Bill Gates segue na liderança, dono de fortuna avaliada em US$ 75 bilhões.

Dono de uma fortuna de US$ 27,8 bilhões, o brasileiro Jorge Paulo Lemann aparece entre os 20 homens mais ricos do mundo na lista de bilionários da Forbes de 2016, divulgada nesta terça-feira (1º). No ano passado, o empresário, dono da Anheuser-Busch InBev, estava na 26ª posição.

O primeiro colocado da lista global ainda é o fundador da Microsoft, Bill Gates, dono de um patrimônio de US$ 75 bilhões.

Ele é seguido do dono da rede espanhola Zara, Amancio Ortega, com US$ 67 bilhões, que no ano passado aparecia na quarta posição.

O bilionário norte-americano Warren Buffett, que detém uma fortuna pessoal de US$ 60,8 bilhões, é o terceiro da lista.

Somente duas mulheres aparecem no ranking das 20 pessoas mais ricas do planeta em 2016: a dona da marca francesa L'Oreal, Liliane Bettencourt, na 11ª posição, e a norte-americana Alice Walton, do Wal-Mart, que figura no 16º lugar.

Este anos, a Forbes listou um total de 1810 bilionários, contra o recorde de 1826 super ricos no ano passado.

É a primeira queda no número de integrantes do ranking desde 2009, segundo a publicação, em parte devido à volatilidade dos mercados financeiros, à queda nos preços do petróleo e ao fortalecimento do dólar.

Brasileiros

A lista de bilionários deste ano tem 31 brasileiros. O segundo brasileiro mais bem colocado no ranking ainda é Joseph Safra, que aparece na 42ª posição com um patrimônio pessoal avaliado em US$ 17,2 bilhões.

Em seguida, vem Marcel Hermann Telles na 68ª colocação, com fortuna de US$ 13 bilhões. Carlos Alberto Sicupira aparece na 87ª posição, com US $ 11,3 bilhões. Ambos dividem o comando da Anheuser-Busch InBev com Lemann.

Veja o ranking com os 10 homens mais ricos do mundo em 2016:

Bill Gates
Fortuna: U$ 75 bilhões
Empresa: Microsoft

Amancio Ortega
Fortuna: US$67
Empresa: Zara Spain

Warren Buffett
Fortuna: US$ 60,8 bilhões
Empresa: Berkshire Hathaway

Carlos Slim Helu
Fortuna: US$ 50 bilhões
Empresa: Telecom/México

Jeff Bezos
Fortuna: US$ 45,2 bilhões
Empresa: Amazon.com

Mark Zuckerberg
Fortuna: US$ 44,6 bilhões
Empresa: Facebook

Larry Ellison
Fortuna: US$ 43,6 bilhões
Empresa: Oracle

Michael Bloomberg
Fortuna: US$ 40 bilhões
Empresa: Bloomberg LP

Charles Koch
Fortuna: US$ 39,6 bilhões
Empresa: diversas

David Koch
Fortuna: US$ 39,6 bilhões
Empresa: diversas

Fonte: G1



ATUALIDADE

24/02/2016


Governo Federal deve diminuir preço da telefonia fixa em breve

A telefonia fixa pode ficar mais barata em breve no Brasil, segundo uma boa notícia revelada pelo jornal Folha de São Paulo. A novidade é que o Governo Federal deve enfim permitir que a prestação de serviços de empresas de telefonia fixa passe a ser liberada mediante uma simples autorização. Atualmente, é necessária a realização de um contrato de concessão.

Isso é preciso porque a telefonia fixa é até agora considerada um serviço público, exigindo concessão do governo (assim como emissoras de televisão). O contrato é bem complexo e exige, por exemplo, pagamento de impostos específicos que acabam revertidos no aumento da mensalidade paga pelo consumidor. Além disso, a liberdade também permitirá concorrência nos preços, o que pode ser vantajoso para o consumidor.

A mudança só deve ser aprovada agora por causa da desvalorização da telefonia fixa em relação aos dispositivos móveis, planos de internet e aplicativos de mensagens. O contrato de concessão só deve ser mantido onde cobertura de celular ou telefones celulares forem inexistentes — restando os orelhões, atualmente de responsabilidade dessas empresas de telefonia fixa.

Ainda em produção pelos ministérios das Comunicações e da Fazenda com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o decreto ainda deve levar pelo menos dois meses para ficar pronto.

Fonte: http://www.tecmundo.com.br/



ATUALIDADE

10/02/2016


As dificuldades da Petrobras para
vender seus negócios na Argentina

Em meio a crise econômica e queda no preço do petróleo, empresa tenta se desfazer de seus ativos argentinos há dois anos, mas nada foi concretizado até agora.

Definitivamente, o cenário não está nada favorável para a Petrobras. E não é só no Brasil: há mais de dois anos a estatal tenta se desfazer de seus negócios na Argentina, sem sucesso até agora.

Interlocutores envolvidos no processo, analistas e assessores empresariais ouvidos pela BBC Brasil apontam quatro fatores como determinantes para a dificuldade em concluir a venda: o ambiente político e econômico brasileiro, as investigações da operação Lava Jato, que desmontou um esquema bilionário de corrupção na companhia, a diversidade dos ativos no país vizinho e a queda no preço internacional do petróleo.

A gama de negócios da Petrobras na Argentina é ampla – inclui exploração de petróleo e de gás, área petroquímica, geração de eletricidade e postos de gasolina, entre outros itens. Uma pessoa ligada à negociação, que conversou com a reportagem sob a condição de anonimato, disse que essa "diversidade" é o ponto mais complexo da operação.

Outro complicador, afirmou, é que a Petrobras espera vender o "pacote" de ativos para um só comprador, expectativa que talvez precise ser revista diante das dificuldades atuais.

O efeito do preço do petróleo na transação divide opiniões, já que a Argentina tem um sistema próprio de preços – herança dos governos de Néstor e Cristina Kirchner (2003-2015) – que, na prática, deixa o custo hoje cerca de 60% mais alto no mercado local do que no internacional.

Porém, segundo o analista econômico Mariano Lamothe, da consultoria Abeceb, é esperado que a distorção seja eliminada pelo governo Mauricio Macri, o que faria o preço local passar a obedecer a lógica do mercado.

Lamothe é um dos especialistas que veem na variação no preço da commodity um dos motivos que complicam a venda. "A volatilidade do mercado petrolífero, com a queda no preço do barril (que há cerca de dois anos era cotado a US$ 110, mas hoje está na casa dos US$ 30), deixou o setor menos atrativo para o investidor."

Por isso, disse ele, o momento atual pode não ser o ideal para a venda. O problema, lembrou, é que a Petrobras já expressou precisar de caixa – ou seja, talvez não possa esperar pelo cenário ideal para fechar o negócio.

Potencial compradora

Publicamente, a única candidata à compra da Petrobras Argentina é a empresa Pampa Energía, que atua principalmente no setor de energia elétrica. Segundo a imprensa local, a companhia teria oferecido US$ 1,2 bilhão (R$ 4,69 bilhões) pelos ativos da estatal brasileira.

Interlocutores da Pampa, que pediram para não serem identificados, não confirmaram a cifra, mas disseram já esperar, desde o início, que não se trataria de uma negociação rápida.

"Sabemos que o estilo da Petrobras não é de negociar e vender rapidamente. E ainda mais agora com o ambiente político e econômico do Brasil e o petrolão. Nossa oferta foi feita em dezembro e já sabíamos que a venda não seria concluída antes de março, pelo menos. Não é uma negociação simples", disse uma pessoa ligada à empresa argentina.

Caso a compra seja concretizada, a Pampa Energía passaria a ser a quarta maior companhia petrolífera do país, calculam esses interlocutores.

"A compra (da Petrobras Argentina) é complexa, mas estamos pensando em termos estratégicos. É importante para a Pampa ser parte decisiva na área de petróleo e gás", disse um deles.

A empresa é uma das principais geradoras e distribuidoras de energia elétrica da Argentina por intermédio da Edenor, que atende 2,8 milhões de clientes no país.

A Pampa e a Petrobras já são sócias, como acionistas, na TGS, do setor de gás natural, e tinham sociedade na Transener, maior companhia de transmissão de eletricidade da Argentina – vendida poucos anos atrás.

Esse negócio foi citado nas investigações da Lava Jato, segundo a imprensa dos dois países.

Propostas prévias

Em 2002, pouco depois da pior crise política e econômica vivida pela Argentina, a Petrobras adquiriu os ativos da Perez Companc, um dos maiores conglomerados do país vizinho à época, e se fortaleceu no mercado interno.

As primeiras informações de que a estatal brasileira se desfaria de seus negócios ali surgiram em 2013. À época, um empresário ligado ao kirchnerismo foi apontado como o principal candidato à compra.

Assessores da Petrobras no Brasil chegaram a confirmar extraoficialmente a negociação, mas o negócio acabou suspenso.

Em 2014, a companhia vendeu investimentos na província de Santa Cruz, incluindo campos de petróleo e de gás, para o grupo Corporación América.

No ano passado, a estatal argentina YPF fez uma oferta de US$ 900 milhões (R$ 3,5 bilhões) pelos ativos da Petrobras (cerca de 63%, já que o restante é negociado em bolsa). Esse valor teria sido considerado baixo pela brasileira.

Procurada pela BBC Brasil, a YPF informou que não fez uma nova proposta. Especialistas, porém, afirmam ser difícil acreditar que a YPF tenha desistido da compra – até o ano passado, a empresa era a principal candidata.

Comunicado oficial

No último dia 20 de janeiro, a Petrobras informou oficialmente à Comissão de Valores Mobiliários brasileira ter iniciado "negociações" para venda de sua participação na Petrobras Argentina.

No mesmo texto, de poucas linhas, afirmou: "Até o momento, não há qualquer acordo firmado que confira segurança quanto à conclusão da transação, nem deliberação por parte da Diretoria Executiva ou do Conselho de Administração".

Segundo interlocutores do governo brasileiro, a empresa não descarta "continuar com as explorações do gás não convencional (xisto)" na região de Vaca Muerta, na Patagônia, apontada como uma das maiores reservas deste tipo no mundo.

Questionada pela reportagem sobre o assunto, a Petrobras respondeu apenas que só se manifestaria "sobre venda de ativos, em geral" por meio de comunicado ao mercado.

Fonte: G1



ATUALIDADE

27/01/2016


Brasil não voltará a crescer sem
recuperação de vizinhos, diz Dilma

'Nós sairemos dessa situação em conjunto', afirmou presidente no Equador. Ela participa de cúpula de países da América Latina e do Caribe, em Quito.

A presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil não voltará a crescer se os demais países da América Latina também não se recuperarem. A declaração foi dada nesta terça-feira (26) em Quito, no Equador, onde a presidente participa da Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribe (Celac).

"Nós temos muita consciência de que o Brasil não retoma a sua capacidade de crescer (...) Sem o crescimento dos demais países da América Latina. Sem que os demais países da América Latina tenham também condições de se recuperar", disse a presidente.

Ela afirmou ainda que os países latino americanos enfrentam "uma situação bastante adversa no cenário internacional", com queda no preço do petróleo e das demais commodities e desaceleração do crescimento da economia chinesa.

"Isso provocou uma forte valorização do dólar, que afeta as nossas economias. Nós tivemos uma desvalorização muito significativa", disse a presidente. "Na metade do meu primeiro governo, o dólar estava um para 1,5 real. Hoje está um dólar para 4 reais."

Segundo a presidente, é "fundamental" construir uma cooperação entre os países, "principalmente nesse momento de crise". "Ela já é fundamental nos momentos em que todos nós crescíamos, agora ela é fundamental justamente porque nós sairemos dessa situação em conjunto".

Laços bilaterais e linhas de crédito

Ao chegar em Quito, Dilma foi recebida pelo presidente equatoriano, Rafael Correa, no Palácio Carondelet, sede do governo. Após o encontro, estava programada a chamada reunião ampliada, da qual participariam ministros dos dois governos, e na sequência os presidentes dos dois países teriam um jantar.

Segundo a agência France Presse, na a conversa os presidentes concordaram em impulsionar os laços bilaterais e alavancar linhas de crédito brasileiro para o país equatoriano. Correa garantiu que ambos combinaram resolver os obstáculos ao acesso de produtos equatorianos, como a banana, o camarão, ou o atum para o Brasil, um dos três países com os quais o Equador tem maior déficit comercial.

As equipes de trabalho de ambos os governos se reunirão na primeira semana de março para buscar soluções para esses problemas, explicou Correa. A presidente Dilma afirmou que, na reunião, também se acertou a fortalecer "os investimentos de empresas brasileiras no Equador, em especial em infraestrutura".

Segundo o presidente equatoriano, nesse encontro de março, poderão ser concedidas novas linhas de crédito do Brasil ao país. Porém, Correa não deu mais detalhes. "Se tivéssemos financiamento, poderíamos importar certas coisas. O que eu mais gostaria é que se importassem bens de capital (...) como ônibus e caminhões do Brasil", garantiu.

Correa e Dilma Rousseff também conversaram sobre "um sonho compartilhado, no qual nos atrasamos", em referência ao eixo multimodal Manta (Equador)-Manaus (Brasil). Por esta via alternativa terrestre e fluvial, "o Brasil teria acesso para a costa do Pacífico, sem ter de passar pelo canal do Panamá", completou o presidente equatoriano.

Celac

Nesta quarta, Dilma participará, ao lado de outros chefes de Estado e de governo, da cúpula da Celac. Na reunião, a presidência do grupo será transferida do Equador para a República Dominicana. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o objetivo do encontro em Quito é estabelecer as diretrizes para a continuidade das atividades de articulação política, cooperação setorial e relacionamento externo da comunidade.

Esta é a primeira viagem internacional de Dilma neste ano. Enquanto estiver no exterior, o vice-presidente Michel Temer exercerá a Presidência da República de forma interina. Ela volta a Brasília na noite desta quarta-feira (27).

Fonte:  G1



ATUALIDADE

13/01/2016


Ato contra reajuste de tarifa de ônibus
prejudicou trânsito em São Paulo

O valor da tarifa dos trens da CPTM, assim como do metrô e dos ônibus de São Paulo, aumentou no último sábado (9).

Cerca de 40 manifestantes protestaram nesta quarta-feira (13) pelas ruas da zona oeste da cidade contra o aumento das tarifas de transporte em São Paulo.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que o protesto, já encerrado, começou por volta das 7h em frente ao terminal de ônibus Butantã, na avenida Vital Brasil, interditando duas faixas da avenida.

Com faixas, o pequeno grupo de manifestantes começou a deslocar em direção à rua da Consolação. Por volta das 7h30, os manifestantes interditavam duas faixas da avenida Rebouças, o que provoca um intenso congestionamento na região, que se estende até depois do terminal Butantã.

Às 7h30, a zona oeste registrava 7 km de morosidade: os motoristas que trafegavam da avenida Francisco Morato em direção à av. Eusébio Matoso encontravam 1,4 km de lentidão.

Às 8h, o grupo interditava três das cinco faixas da avenida Brigadeiro Faria Lima, na altura da rua Teodoro Sampaio, em direção ao Largo da Batata. A CET informou que os motoristas enfrentavam 1,1 km de congestionamento na região.

O valor da tarifa dos trens da CPTM, assim como do metrô e dos ônibus de São Paulo, aumentou no último sábado (9). O governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), decidiram reajustar as passagens unitárias de R$ 3,50 para R$ 3,80. O aumento de 8,6% será um pouco abaixo da inflação acumulada —a previsão do IPCA para 2015 é de 10,72%.

Protesto Sufocado

O segundo ato expressivo contra a alta das tarifas de transporte em São Paulo realizado no final da tarde desta terça-feira (12) foi marcado pela nova estratégia da polícia, que reprimiu com intensidade antes de haver confronto com "black blocs".

Ao menos oito pessoas foram detidas e, segundo organizadores do ato, 28 ficaram feridas. O MPL (Movimento Passe Livre) relatou casos de violência policial. O governo negou abusos.

O secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, disse que a PM usou a força em um protesto promovido pelo MPL porque os manifestantes "investiram contra os policiais" para furar o bloqueio que os impedia de seguir por um trajeto não combinado previamente. "Não é possível que uma manifestação se transforme em anarquia", disse Moraes.

A polícia jogou bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral quando os manifestantes ainda se concentravam na praça do Ciclista, na avenida Paulista. Moraes alegou que é uma exigência legal noticiar previamente o caminho de um protesto. Segundo o secretário, os representantes do MPL, que organizou o ato, não comunicaram previamente o caminho a ser percorrido.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/



ATUALIDADE

16/12/2015


As decisões do STF que podem mudar o impeachment

O Supremo Tribunal Federal (STF) se reúne na tarde desta quarta-feira em sessão histórica para analisar como deve tramitar no Congresso o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Há exatas duas semanas, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, tomou a polêmica decisão de dar início ao trâmite que decidirá sobre a possível realização de um julgamento que pode cassar Dilma.

Já a primeira etapa do procedimento – a eleição dos 65 deputados que formarão uma Comissão Especial para emitir uma parecer recomendado ou não a abertura de fato de um processo – foi alvo de intensa disputa política entre governo e oposição, culminando em uma tensa votação no plenário da Câmara na terça-feira da semana passada, com direito a urnas quebradas e agressões de ambos os lados.

O principal ponto da polêmica foi a decisão de Cunha de realizar uma votação secreta para definir qual chapa de deputados levaria a maioria das vagas na comissão, se a governista ou a oposicionista. A percepção era que o voto fechado permitiria a parlamentares da base governista trair o governo sem risco de retaliação. O resultado foi que a chapa oposicionista levou a disputa com 272 votos contra 199 em apoio à governista.

Imediatamente após a votação, parlamentares da base do governo acionaram o STF, questionando a legitimidade de uma votação secreta. Diante da gravidade da questão, o ministro Edson Fachin decidiu suspender o processo e levar a questão ao plenário do Supremo, para que os onze ministros possam decidir coletivamente.

A previsão é de que na sessão de hoje os ministros decidam não só se a votação da semana passada deve ser anulada e realizada novamente com voto aberto, mas também esclareçam outras polêmicas do trâmite de impeachment, estabelecendo um rito claro de como deve ocorrer o processo.

Mas por que é o STF que decide isso?

Em resumo, é o Supremo que tem a função de garantir o respeito à Constituição Federal, a principal lei do país. Esse documento prevê, entre várias outras coisas, quais são os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos, como os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário devem funcionar e, de modo geral, como funciona um processo de impeachment.

Tudo que é decidido no Congresso e todas as demais leis aprovadas por ele devem respeitar normas e princípios previstos na Constituição. Cabe ao Supremo avaliar se isso está de fato ocorrendo e intervir em caso contrário, por exemplo anulando eventuais decisões dos parlamentares que julgue inconstitucional.

A análise do Supremo inclusive se estende sobre leis anteriores a 1988. Cabe a ele analisar que trechos das leis antigas que seguem em vigor estão de acordo com a Constituição de 1988 e quais perderam validade.

A lei que detalha o procedimento de impeachment é de 1950 – a análise central que o Supremo fará hoje é justamente sobre o conteúdo dessa lei.

"O processo de impeachment é uma função atípica do Congresso, pois nesse caso está julgando um suposto crime de responsabilidade e não exercendo sua função principal de legislar", observa Pedro Abramovay, ex-secretário Nacional de Justiça no governo Lula.

Por isso, é natural que o Supremo interfira, ressalta: "O impeachment não é uma decisão apenas política, é também jurídica, feita por um órgão que não está aparelhado para isso. Então, a forma como será tomada essa decisão, como será o processo, tem que ser estabelecida pelo Supremo".

O presidente da Associação Juízes para a Democracia, André Augusto Bezerra, considera a ruim a "judicialização da política". No caso do impeachment, porém, diz que é muito importante que o Supremo assuma o papel de "guardião da legalidade".

"Veja bem, os direitos que estão em jogo são de suma importância. O impeachment está previsto na Constituição, mas é uma medida excepcional. Tem que tomar cuidado. Ele pode levar à presidência da República alguém que não foi eleito para isso", ressalta.

Impeachment de Collor como referência?

Mas se o impeachment do Collor ocorreu em 1992, portanto regido já pela Constituição de 1988, por que tantas dúvidas e questionamentos sobre o trâmite a ser adotado? Não bastaria replicar o procedimento realizado em 92?

Naquela ocasião, o Supremo também foi acionado a se posicionar em várias questões. Ele, por exemplo, garantiu um tempo mais amplo de defesa para Collor do que estava sendo dado pela Câmara.

No entanto, os juristas consideram natural que haja de novo intensa disputa em torno do procedimento, dada a sua gravidade. E quando houve o impeachment do Collor, ressaltam, a Constituição era muito recente. Agora, após quase três décadas de sua promulgação, a interpretação em torno dela pode evoluir, o que abre espaço para novas consultas ao Supremo.

"A visão sobre a Constituição mudou, hoje ela é levada mais a sério do que em 92, quando era um texto muito novo. Isso tem que ser ponderado nesse processo", diz Abramovay, atualmente diretor para a América Latina da Open Society Foundation.

A própria substituição dos ministros ao longo dos anos influencia nesse processo. Na sua percepção, os ministros atuais entendem que o Supremo deve ter papel mais ativo ao intervir nas decisões do Poder Legislativo, caso entendam que a Constituição está sendo contrariada.

"Não dá para simplesmente aplicar hoje a decisão de um Supremo no caso Collor que era praticamente inteiro formado por ministros indicados antes da Constituição de 88", diz.

Um exemplo disso é justamente a questão do voto fechado. Segundo Oscar Vilhena Vieira, professor de direito constitucional da FGV-SP, a eleição para escolha da Comissão Especial que deu o parecer no caso de Collor foi secreta.

No entanto, nota ele, de lá pra cá houve uma evolução do debate jurídico e agora prevalece o entendimento de que todas as votações no Congresso devem ser abertas, salvo nos casos excepcionais em que está expressamente previsto na Constituição que o voto seja fechado – e a eleição para a Comissão Especial de impeachment não está entre elas.

Outro ponto que o Supremo deve avaliar hoje é se, no caso do plenário da Câmara decidir a favor da abertura de processo de impeachment, se isso implica no imediato início do julgamento pelo Senado, com afastamento automático de Dilma do cargo de presidente, ou se a decisão da Câmara deve ser submetida à análise dos senadores para ser rejeitada ou referendada – e só então ser dado prosseguimento ao processo dentro do Senado.

O governo Dilma Rousseff, a Procuradoria-Geral da República e o presidente do Senado, Renan Calheiros, encaminharam pareceres ao Supremo argumentando que a decisão da Câmara precisa ser submetida ao crivo dos senadores – casa em que Dilma tem uma base mais fiel. Já Eduardo Cunha argumenta que isso não é necessário, pois no caso de Collor houve apenas uma votação simbólica no Senado dando seguimento à decisão da Câmara.

Como o impeachment de uma presidente eleita democraticamente é uma decisão muito extrema, é natural que a lei "dificulte ao máximo esse processo", nota Vieira. Por causa disso, o professor da FGV acredita que o Senado deve sim votar em plenário se recebe ou não a denúncia aceita na Câmara.

"Esse procedimento foi atropelado no caso do Collor porque havia consenso das lideranças (a favor da abertura do processo). Mas o procedimento correto é que isso seja submetido à votação no Senado. Como não há previsão de qual deve ser o quórum, a decisão deve se dar por maioria simples", acredita.

Dos militares ao Supremo

O processo de redemocratização após o fim da Ditadura Militar (que governou o país entre 1964 e 1985) e a promulgação de uma nova Constituição Federal bastante ampla em 1988 estão por trás do processo de fortalecimento do papel do STF, afirmam juristas.

O Supremo Tribunal Federal foi criado com esse nome logo após a proclamação da República em 1889, em substituição ao Supremo Tribunal de Justiça que funcionava durante o Império. Desde então, sofreu modificações na sua operação e também intervenção de governos autoritários, como o Estado Novo (1937-1945) de Getúlio Vargas e a Ditadura Militar, que aposentaram alguns ministros.

Vieira observa que, desde a Proclamação da República, os militares exerceram "o poder moderador" durante os momentos de polarização e crise política, apeando e nomeando presidentes, até que em 1964 tomaram de fato o poder para si.

"Passaram de moderadores para usurpadores do poder", resume.

Com a redemocratização a partir de 1985 e promulgação da Constituição de 1988, o "poder moderador" passou então para o Supremo Tribunal Federal. Ele nota que hoje os apelos por um golpe militar se restringem a um grupo muito pequeno da população, o que é reflexo do amadurecimento da nossa democracia.

"Há uma mútua maturidade. Os civis estão mais maduros de não ir buscar uma aliança com os militares e os militares também deixaram de se seduzir pelo canto da sereia dos civis golpistas", observa.

Mas um ponto que gera controvérsia entre juristas é se o STF poderia ir além das decisões formais sobre como deve tramitar o impeachment e tomar uma decisão de mérito sobre se as irregularidades fiscais cometidas no governo Dilma seriam suficientes para justificar um impeachment.

Essa questão é mais delicada pois poderia significar uma interferência do Judiciário na função do Congresso de julgar o processo de impeachment. Esse ponto, no entanto, não está previsto para ser analisado hoje – deve ficar para um próximo capítulo da disputa, caso tal questionamento seja levado ao Supremo.

Fonte:http://www.bbc.com/



ATUALIDADE

09/12/2015


Oposição vence votação para comissão
e STF suspende impeachment - E agora?

Em votação tumultuada na Câmara, a oposição largou na frente e venceu a primeira quebra de braço com o governo na tramitação do processo de impeachment contra Dilma Rousseff.

Por 272 votos a 199, os deputados decidiram nesta terça que 39 dos 65 parlamentares que irão compor a comissão especial que analisará o pedido de afastamento da presidente serão de uma chapa protocolada por oposicionistas e aliados dissidentes.

Horas depois, contudo, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin suspendeu o andamento do impeachment na Câmara. Com isso, todo o processo - incluindo a instalação da comissão especial - fica parado até o próximo dia 16, quando o STF irá analisar ações movidas por políticos governistas que questionam o início da tramitação do impeachment na Câmara.

Fachin deferiu em parte um pedido feito antes da votação pelo PC do B, sigla da base governista. O partido defendeu que a votação que formou a comissão deveria ser aberta, e não fechada, como acabou ocorrendo, e que os deputados da comissão deveriam ser indicados pelos líderes de suas legendas, e não por blocos partidários.

O ministro considerou que o questionamento do PC do B sobre a votação ter sido secreta "tem plausibilidade jurídica", porque não haveria "previsão constitucional ou legal" para o voto ser fechado nessa ocasião.

Fachin, que assumiu o cargo no STF em junho, não anulou os atos praticados até agora no impeachment, mas suspendeu os prazos até a próxima semana sob justificativa de "evitar prática de atos que eventualmente poderão ser invalidados pelo STF", "obstar aumento de instabilidade jurídica" e "apresentar respostas céleres aos questionamentos suscitados".

Na tumultuada votação na Câmara, a chapa derrotada, composta por 49 integrantes indicados pelos líderes partidários, era defendida pelo governo – os deputados indicados pelo líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), por exemplo, eram todos alinhados à gestão petista, o que levou a um racha dentro do partido.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adiou a decisão em um dia, para permitir à oposição inscrever sua chapa avulsa, e determinou que os votos fossem secretos, deixando os governistas furiosos – eles recorreram ao STF para tentar anular a votação.

Algumas cabines onde os deputados registrariam seus votos acabaram danificadas na confusão entre base aliada e oposição. Mas, mesmo com a confusão, a votação foi concluída rapidamente.

A BBC Brasil conversou com parlamentares e analistas políticos para entender o impacto desse resultado, que poderá ou não ser mantido pelo STF na próxima semana. Confira:

Na prática, qual é a importância dessa vitória para a oposição?

A comissão especial será responsável por produzir o relatório final com parecer contra ou a favor ao impeachment, que será levado à apreciação do plenário da Câmara e pode influenciar o voto de muitos parlamentares.

Caso haja 342 votos pela abertura do processo, de um total de 513, a presidente será afastada temporariamente por até 180 dias, enquanto o Senado decide seu destino.

Não fosse a intervenção de Cunha e a votação desta terça, essa comissão seria, em maioria, composta por parlamentares mais alinhados ao governo.

Essa reviravolta foi comemorada por representantes da oposição, que viram o resultado como um "bom sinal" do que há por vir.

"O governo acabou. Começa agora o fim do governo Dilma", afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, um dos maiores desafetos da presidente.

O governista Silvio Costa, que deixou o PSC, minimizou a importância dessa votação. "Isso não tem importância, porque (o processo) acaba no plenário. Não vai ter impeachment e o governo vai ter uma grande vitória", avaliou o parlamentar.

A oposição já tem os votos suficientes para derrubar Dilma?

Embora tenha saído vitoriosa nesta terça, na prática a oposição ainda não tem todos os votos necessários para que o impeachment avance na Câmara.

Para evitar que o processo chegue ao Senado, Dilma precisará de um mínimo de 171 votos entre os deputados. Na votação desta terça, vista como uma espécie de prévia inesperada, o governo obteve 199, número que, logo, seria suficiente para barrar o afastamento.

Para o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), porém, o resultado é animador para os oposicionistas, pois mostra uma tendência de redução cada vez maior do apoio à petista.

"O governo começou o ano com 400 votos na base aliada. Numa votação dessa magnitude, após ter negociado ministérios e emendas parlamentares com todos os seus deputados, chegou a (só) 199", afirmou. "Portanto, a chance de impeachment é cada dia maior".

Professor do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio, Ricardo Ismael concorda que o Planalto não tem motivo para ficar animado.

"O placar de 199 (votos) mostra que Dilma é minoria na Câmara e está começando a se aproximar do limite mínimo de votos (com o qual conseguiria impedir a aprovação do impeachment)", avaliou.

Wilson Gomes, professor de Comunicação e Política da Universidade Federal da Bahia, disse não ver tanta importância na votação desta terça.

"Isso não significa grande coisa, não vai decidir se vai ter impeachment ou não. Há outras fases. Se a oposição não teve dois terços, já é até sinal de que na outra votação (que decidirá se o impeachment avançará) não tem maioria."

Silvio Costa classificou o resultado como "pseudovitoria da oposição". Para ele, o governo mostrou aos investidores internacionais que tem votos suficientes para barrar o afastamento da presidente, o que é uma ótima notícia.

Como a votação turbulenta influenciará o restante do processo?

Para Wilson Gomes, o fato de intervenções de Cunha terem levado ao resultado desta terça deve enfraquecer o apoio ao impeachment.

"O presidente da Câmara desistiu do esforço de tentar parecer estar sendo orientado por princípios e valores. Ele não tem mais princípio, ele tem pressa. E isso deve desqualificar o processo mais adiante", afirmou.

Segundo ele, as ruas e os parlamentares podem reagir a esse tipo de ação do peemedebista. "Há homens dignos no Congresso. Tem opinião publica. Tem um conjunto de pessoas aí que veem essas coisas e ponderam."

Ismael pensa diferente. "O resultado desta terça mostra que é arriscada a estratégia do governo de acelerar a votação", disse, referindo-se ao pedido de Dilma para redução do recesso parlamentar.

"O governo está mais fragilizado do que ontem e, até agora, não conseguiu neutralizar a onda pró-impeachment na Câmara. É um embate que ainda terá muitos capítulos, mas acho que acendeu a luz amarela no Planalto."

Fonte:http://www.bbc.com/



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02/12/2015


OMS emite alerta global sobre zika vírus
e reconhece relação com microcefalia

A Organização Mundial de Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde emitiram nesta terça-feira um alerta mundial sobre a epidemia de zika vírus.

No comunicado aos países-membros, a organização pede que eles estabeleçam capacidade de diagnóstico da doença e que se preparem para um aumento no número de casos reforçando o atendimento pré-natal e neurológico.

O comunicado da organização reconheceu pela primeira vez oficialmente a relação entre o zika e os casos de microcefalia ao mencionar o estudo brasileiro do Instituto Evandro Chagas, que revelou a presença do vírus em um bebê microcéfalo.

"Há definitivamente uma conexão", afirmou à BBC Brasil em entrevista telefônica o especialista da organização, Dr. Marcos Espinal, diretor do departamento de doenças comunicáveis da Organização Pan-Americana de Saúde.

O documento divulgou mapas comparativos de 2014 e 2015, que corroboram a explosão de casos de microcefalia no Nordeste, onde os casos se multiplicaram 20 vezes.

"Há uma conexão entre as duas coisas, mas causalidade é uma outra história. Não podemos dizer 100% que é só o zika vírus a causa da microcefalia, ela pode ser atribuída a diversas questões. Há uma conexão porque há um evidente aumento nos casos de microcefalia no Brasil ao mesmo tempo em que há um surto de zika no país."

Nove países

Segundo a OMS, somente neste ano foram confirmados casos de zika em nove países das Américas. Brasil, Chile - na ilha de Páscoa -, Colômbia, El Salvador, Guatemala, México, Paraguai, Suriname e Venezuela.

O primeiro caso na Colômbia foi registrado em outubro, no Estado de Bolívar. Desde então já foi constatada a presença do Zika em 26 das 36 unidades territoriais.

Em novembro foram observados os primeiros casos em El Slavador, Guatemala, Mexico, Paraguai, Suriname e Venezuela.

"Quão grande é o problema? Bem, nas Américas nove países confirmaram a circulação do vírus", destacou o especialista.

Apesar de considerar a situação alarmante, Espinal ressaltou que a dimensão exata da epidemia ainda é uma incógnita: "Não sabemos ainda a real seriedade do risco", reconheceu.

"Como a doença tem sintomas suaves, muitos casos não são diagnosticados. Pode ser que tenhamos centenas de milhares de casos de zika e o número de casos de microcefalia seja eventualmente baixo", ponderou.

Gravidez

O documento da OMS não faz menção ao uso do controle de natalidade como modo de evitar os casos de microcefalia. A organização recomenda no entanto que grávidas evitem o contato com o mosquito transmissor.

O especialista ressaltou ainda que as mulheres não deveriam deixar de engravidar, mas sim fazerem um escolha consciente.

"Eu não daria o conselho de que todas as mulheres devem evitar a gravidez. É uma decisão delas".

"Há um risco, mas ainda não sabemos. Não sabemos se o risco de o vírus vir a atravessar a placenta é alto ou baixo".

Fonte:http://www.bbc.com/



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25/11/2015


Pesquisadores japoneses descobrem proteína que inibe HIV

Um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Infecções do Japão descobriu que uma proteína encontrada em humanos tem efeitos inibidores sobre o vírus da imunodeficiência humana (HIV), informou nesta quarta-feira a emissora pública "NHK".

As células em que este tipo de proteína foram encontradas, denominadas MARCH8, não infectam as células saudáveis do indivíduo, indicaram as conclusões do grupo de pesquisadores japoneses.

Um dos cientistas que participou da pesquisa, Kenzo Tokunaga, espera que a descoberta permita o desenvolvimento de um remédio que ajude o corpo humano a produzir esta proteína, que poderia tratar os pacientes com HIV.

O estudo do Instituto Nacional de Infecções do Japão se baseou no cultivo do vírus da aids usando células com MARCH8 e outras que não possuiam esta proteína, o que mostrou que a maioria das que continham MARCH8 não infectaram a outras sãs.

Isto poderia beneficiar os 36,9 milhões de portadores do vírus da imunodeficiência adquirida. Somente 15,8 milhões recebem tratamento antirretroviral, segundo dados da agência das Nações Unidas contra a Aids (Unaids).

Fonte:http://exame.abril.com.br/



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18/11/2015


Exército brasileiro possui munição para uma hora de guerra

O Exército brasileiro usa o mesmo fuzil de produção nacional há 45 anos, seus equipamentos de comunicação estão obsoletos e dispõe de munição para uma hora de guerra, segundo fontes militares, citadas nesta segunda-feira pela imprensa.

Cerca de 92% dos meios de comunicação dos militares estão obsoletos e 87% dos equipamentos estão completamente inutilizáveis, de acordo com a versão oferecida pelo portal G1 baseado em documentos e depoimentos de militares na reserva.

Os fuzis utilizados pelo Exército são do modelo FAL, que a empresa brasileira Imbel fabrica há 45 anos, e mais de 120 mil unidades têm mais de 30 anos de uso.

"Posso afirmar que possuímos munição para menos de uma hora de combate", disse o general na reserva Maynard Marques de Santa Rosa, ex-secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa.

Santa Rosa deixou o Exército em fevereiro de 2010 após qualificar a Comissão da Verdade, que investiga crimes durante a ditadura militar brasileira, de "comissão da calúnia".

O general Carlos Alberto Pinto Silva, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres (Coter), acrescentou que a quantidade de munição "sempre foi mínima".

"Nossa artilharia, carros de combate e grande parte do armamento foram comprados nas décadas de 70 e 80. Existe a ideia errônea que não há ameaça, mas se ela surgisse não daria tempo de reagir", acrescentou.

Até agora, o Ministério da Defesa não se pronunciou sobre o relatório. Nos últimos 10 anos, o Brasil investiu em Defesa 1,5% do PIB, segundo dados do Ministério.

Este ano, o Exército receberá R$ 28 bilhões, dos quais 90% são destinados a salários.

Fonte:http://exame.abril.com.br/


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11/11/2015


Desastre em Mariana foi acidente ou crime?
'É precipitado avaliar', diz ministro

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse em entrevista à BBC Brasil que é precipitado no momento fazer avaliações sobre qual a responsabilidade da mineradora Samarco no rompimento de duas de suas barragens na região central de Minas Gerais, acontecimento que provocou uma enxurrada devastadora de lama sobre o município de Mariana.

Questionado a respeito da avaliação do governo sobre o rompimento das barragens ser acidente ou crime ambiental, Braga disse que "agora qualquer informação é prematura com relação ao episódio, a não ser o fato de lamentarmos profundamente o episódio pela magnitude, (pela) forma como aconteceu".

"Nós estamos analisando tudo com muita transparência e muita responsabilidade, porque nós sabemos que qualquer informação que se dá de forma precipitada pode se tornar uma verdade que não seja verdadeira", ressaltou ainda.

Segundo Braga, o governo está trabalhando para apurar o que aconteceu: "Portanto, nós temos que ter muito zelo com a informação, mas nós não podemos deixar de perseguir o esclarecimento dos fatos. É isso que o governo está fazendo em todas as suas instâncias".

Enquanto o governo adota cautela para tratar do assunto, o Ministério Público de Minas Gerais tem feito críticas à mineradora. Um dos promotores que investiga o caso, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, disse ao jornal Estado de Minas que houve "negligência" por parte da Samarco.

"Não há fatalidade nisso. Não podemos admitir que seja acidente um rompimento de um empreendimento de tamanha magnitude", afirmou.

Ainda segundo o Estado de Minas, o Ministério Público analisa quatro hipóteses: "o cumprimento das condicionantes de licenciamento da Samarco; a explosão de uma mina da Vale próximo ao local; o possível abalo sísmico; e se as obras de alteamento (elevação) da barragem causaram o rompimento". A expectativa é que o inquérito seja concluído em 30 dias.

Foram registrados quatro tremores de terra no município de Mariana antes do rompimento das barragens, de acordo com o Centro de Sismologia da USP. As magnitudes, porém, foram muito pequenas - entre 2 e 2,6 - e, segundo o próprio centro da USP, não seriam capazes, em teoria, de romper as estruturas.

Desde quinta-feira, quando as barragens se romperam, usuários do Facebook e do Twitter vêm usando as hashtags #NãoFoiAcidente e #FoiCrimeAmbiental para cobrar a responsabilização da Samarco e de suas donas – a Vale e a anglo-australiana BHP, duas dais maiores mineradoras do mundo.

Além do grande impacto humanitário e ambiental em Mariana – onde ao menos quatro pessoas morreram, 22 seguem desaparecidas e mais de 600 estão desalojadas – a avalanche de dejetos também está afetando outros municípios ao longo do Rio Doce, em Minas e Espírito Santo.

A Samarco não havia respondido o pedido da BBC Brasil para comentar as acusações até a publicação deste texto. A assessoria de imprensa da empresa disse que há muitos pedidos de informação e, por isso, poderia demorar para responder.

Em comunicado divulgado no Facebook na sexta-feira, a companhia afirmou que "não há confirmação das causas e a completa extensão do ocorrido" e que "investigações e estudos apontarão as reais causas".

Segundo a Samarco, a última fiscalização das barragens pela Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supram) foi realizada em julho deste ano e indicou que elas estavam em "totais condições de segurança".

"Eu avalio (o rompimento das barragens) como um acidente gravíssimo", disse o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), relator do novo Código de Mineração que tramita na Câmara dos Deputados. "A empresa tem que arcar com todas as indenizações das famílias e recuperar o meio ambiente. Agora, a empresa estava operando dentro da legalidade. Crime ambiental só se comete quando está operando fora da legalidade."

Impactos da mineração

A tragédia de Mariana chama atenção para os riscos e impactos da exploração de minério. Há três anos, está em debate no Congresso Nacional o novo Código de Mineração, que deve reciclar as regras do setor.

O projeto de lei foi enviado em junho de 2013 pelo governo federal em regime de urgência, mas a discussão acabou se arrastando até hoje.

Grupos que militam pelos direitos da população afetada pela mineração dizem que não estão tendo voz na discussão e afirmam que o texto em tramitação no Congresso não dá garantias de proteção socioambiental.

"A mineração é uma atividade muito danosa ao meio ambiente e à população. É o setor que mais mata, enlouquece e mutila no mundo. Não tem nada (no texto em discussão no Congresso) falando de legislação ambiental, trabalhista, casos de acidente", afirma Jarbas Vieira, militante do Movimento pela Soberania Popular na Mineração.

Questionado sobre essas críticas, o ministro de Minas e Energia disse que "o código de Mineração está em discussão no Congresso Nacional há três anos" e que "não há açodamento na sua aprovação, nem cerceamento de debate".

Já Quintão disse que "foram feitas audiências públicas com todas as partes interessadas, desde o setor produtivo até o setor ambientalista".

Doações de mineradoras

Os movimentos críticos ao setor, porém, dizem que as mineradoras têm maior poder de influência sobre os parlamentares devido às doações que fazem para suas campanhas.

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase),vários deputados da Comissão Especial que analisa o código receberam doações de mineradoras, entre eles Quintão (PMDM-MG), e o presidente da comissão, Gabriel Guimarães (PT-MG).

A escolha do relator fere o Código de Ética e Decoro Parlamentar, cujo artigo quinto, inciso oitavo, prevê que "atentam contra o decoro parlamentar", entre outra condutas, "relatar matéria submetida à apreciação da Câmara dos Deputados, de interesse específico de pessoa física ou jurídica que tenha contribuído para o financiamento de sua campanha eleitoral".

Em entrevista à BBC Brasil, Quintão disse que as doações que recebeu são legais e que o código de mineração não afeta uma empresa específica, mas várias. O deputado disse ainda que foi "inocentado" no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Câmara – onde o então presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB) arquivou uma representação contra ele em 2014.

Autor da representação, a ONG Instituto Socioambiental entrou também com um mandato de segurança no STF solicitando a retirada de Quintão da relatoria, sob o argumento de que, devido às doações a sua campanha, sua atuação como relator feria o princípio da igualdade política previsto na Constituição Federal.

O STF não chegou a julgar o mérito da ação, ou seja, não tomou qualquer decisão contrária ou favorável à Quintão, porque o ministro Luiz Fux decidiu arquivar o mandato de segurança sob a justificativa de que o instituto não tinha prerrogativa para mover a ação, já que a matéria em questão não lhes afetava diretamente.

O ministro Eduardo Braga defendeu a legitimidade dos deputados: "No processo democrático, esses deputados foram eleitos pelo voto direto como representante da população brasileira no Congresso Nacional. Do ponto de vista constitucional, portanto, eles estão aptos à representatividade da democracia brasileira", ressaltou.

Royalties

Como argumento para sustentar que não estaria favorecendo as mineradoras, Quintão afirma que manteve no seu relatório a elevação da cobrança de royalties (um tipo de tributo) sobre a produção mineral proposta pelo governo. No caso do minério de ferro, a alíquota passaria do atual patamar de 2% para 4%.

Os royalties são vistos como uma importante fonte de compensação para reduzir impactos da atividade e permitir que as cidades afetadas invistam no desenvolvimento de outras atividades econômicas, reduzindo a dependência da mineração.

Os movimentos sociais consideram que a alíquota continua baixa, pois em outros importantes produtores, como Austrália e Índia, as taxas máximas são 7,5% e 10%, respectivamente.

Segundo Quintão, outros impostos que incidem no setor são mais altos do que os praticados em outros países e, por isso, não é possível cobrar royalties maiores.

"Nem todas as propostas serão incorporadas a qualquer projeto no processo democrático. Se eu for incorporar todas sugestões do setor produtivo, eu inviabilizaria o projeto. Se eu for incorporar também todas sugestões do setor ambientalista, eu iria inviabilizar a mineração no país", argumentou.

Fonte:http://www.bbc.com


ATUALIDADE

05/11/2015


Quanto custa queimar as calorias do seu lanchinho favorito?

A fórmula da academia parece simples: calorias que entram versus calorias que saem.

Muitos acreditam que, depois de suar na malhação, ganham licença para se dar ao capricho de fazer um lanchinho.

Mas, na prática, as contas não são tão fáceis: é muito fácil superestimar quantas calorias queimamos em uma sessão e subestimar as calorias que um lanche tem.

O resultado é que muita gente (cerca de 68%, de acordo com um estudo coordenado por um pesquisador da Universidade Estadual do Arizona) que quer perder peso fazendo exercício, na realidade, acaba ganhando uns quilinhos a mais.

Por isso, o BBC Future recorreu à tabela da Escola de Medicina de Harvard, que mostra quantas calorias se queimam em cada tipo de atividade, desde sexo até ciclismo de longa distância.

Com essa informação, comparamos exatamente quanto custa queimar seus lanchinhos preferidos.

Mas atenção: os dados exatos variam de pessoa para pessoa. Os dados abaixo se referem a uma pessoa de 70 quilos.

Comparado ao ato de dormir, em que também se queimam calorias, até atividades simples como sentar-se em frente ao computador, mascar chiclete ou ler um livro são equivalente a comer alguns modestos snacks.

Você pode se surpreender ao saber que poucas calorias se queimam durante atividades aparentemente energéticas como sexo, ou quantos quilômetros têm que correr para queimar um hambúrguer com batata frita.

O exercício oferece muitos benefícios além da perda de peso, obviamente. Mas, se você quer manter a forma, é bom conhecer os fatos antes de ir à academia ou atacar a despensa.

1 hora nadando = 5,5 latas de Coca-cola

1 hora de bicicleta = 2,9 donuts (rosquinhas)

1 hora dançando = 3 taças de vinho

1 hora correndo = 1 Big Mac com fritas

Fonte:http://www.bbc.com/



Fosfoetanolamina sintética foi desenvolvida por pesquisadores da USP de São Carlos (Foto: Reprodução/EPTV)

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21/10/2015


Relatos de cura não provam eficácia da
fosfoetanolamina, alertam médicos

Estudos em humanos têm controle rigoroso e acompanhamento contínuo. 'Quem se responsabiliza se o paciente passar mal?', questiona oncologista.

A existência de relatos de cura entre pacientes que recorreram à fosfoetanolamina não comprova a eficácia da substância contra o câncer, alertam especialistas. Estudos com seres humanos necessários para que uma substância seja considerada um medicamento, chamados testes clínicos, têm planejamento e controle rigorosos, além de um acompanhamento contínuo dos pacientes.

Distribuída pela USP de São Carlos por causa de decisões judiciais, a fosfoetanolamina, alardeada como cura para diversos tipos de câncer, não passou por esses testes em humanos, por isso não é considerada um remédio.

O médico Evanius Garcia Wiermann, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, afirma que existe um viés de seleção nos relatos de cura divulgados. “Se uma pessoa diz que tomou a cápsula e se curou, eu pergunto: quantas pessoas tomaram e morreram, por isso não puderam dar testemunho? Quantas pessoas passaram mal?”

Testes clínicos têm controle rigoroso

Os testes clínicos necessários para o lançamento de uma droga são feitos em três etapas. A fase 1 testa a substância em um número pequeno de voluntários saudáveis para avaliar sua toxicidade. Na fase 2, a substância é testada em pacientes que têm a doença que se pretende tratar para verificar se ela é capaz de controlar a enfermidade.

Já na fase 3 o produto é administrado a um número maior de pessoas e seu efeito é comparado com o de outras drogas já existentes ou com placebo, para verificar se a candidata a droga representa um avanço no tratamento da doença. Também são avaliadas questões como indicação e contraindicação, dosagem e efeitos colaterais.

“Sem isso, não existe registro de nenhuma substância como medicamento em qualquer parte do mundo. É preciso garantir se o produto é seguro e efetivo para o uso em humanos e, sem estudos clínicos, não se pode verificar isso”, diz o médico Felipe Ades, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

Sem os testes clínicos controlados, portanto, não é possível saber se relatos de cura associados à fosfoetanolamina podem ser realmente atribuídos à substância ou se foram resultados do tratamento convencional mantido pelo paciente, por exemplo.

‘Quem se responsabiliza?’

“Quem se responsabiliza se o paciente passar mal?”, questiona Wiermann. Como a substância não é prescrita por médicos, já que não tem registro, não há controle sobre possíveis efeitos tóxicos da fosfoetanolamina no organismo dos pacientes, nem se conhece de que maneira ela pode interagir com outros medicamentos contra o câncer.

Oncologistas afirmam que a divulgação sobre a fosfoetanolamina tem impactado o cotidiano dos consultórios. “Muitos questionam sobre a droga e perguntam se podemos prescrever. Nenhum oncologista pode prescrevê-la por questões éticas. Boa parte dos pacientes entende que não é seguro tomar um medicamento como esse. Mas existe ainda a situação de desespero em que, por meio de advogados, pacientes conseguem a droga na Justiça”, diz Wiermann.

Ades diz que muitos pacientes têm deixado de fazer os tratamentos convencionais para aderir à fosfoetanolamina. “Isso está impactando muito nossa prática diária.” Segundo ele, muitos acreditam que exista um complô da indústria farmacêutica para encobertar a descoberta da cura do câncer.

“Isso não existe, é uma loucura, uma teoria da conspiração para pegar pessoas desavisadas e desesperadas e justificar que tomem uma medicação que foi testada em ratos, e não em pessoas”, completa Wiermann.

Fonte:G1



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15/10/2015


Remédios podem combater Alzheimer, confirmam cientistas

Bloquear um receptor chamado GPR3 pode ajudar a eliminar uma placa tóxica que se acumula no cérebro dos doentes de Alzheimer, de acordo com um novo estudo publicado nesta quarta-feira pela revista "Science Translational Medicine".

O trabalho, realizado em quatro modelos genéticos diferentes de ratos com a doença, sugere a possibilidade que o receptor GPR3 permita oferecer uma resposta farmacológica ao Alzheimer.

A equipe liderada por Yunhong Huang, do Centro para as Doenças Biológicas de Leuven, na Bélgica, afirma que os acúmulos anormais de fragmentos de uma proteína conhecida como amiloide danifica os cérebros dos pacientes com Alzheimer, que é a causa mais comum da doença neuro-degenerativa.

Mais da metade dos remédios existentes para tratar o Mal de Alzheimer têm como objetivo atacar esse receptor, acoplado à proteína G, mas ainda não há um tratamento que ajude a reverter a doença, embora a pesquisa da equipe de Yunhong possa ajudar a desenvolver novos e mais eficazes métodos.

Um dos maiores obstáculos no desenvolvimento de remédios contra o Alzheimer foi a dificuldade de transferir os resultados dos estudos feitos com animais de laboratório para os testes clínicos com pessoas com Alzheimer, explica o estudo científico.

O motivo é que nenhum modelo pode refletir todas as características da doença, por isso Yunhong Huang e sua equipe utilizaram quatro modelos genéticos de rato com Alzheimer para testar os efeitos da eliminação do GPR3, a fim de regular a enzima que gera a produção de amiloide no cérebro.

Com uma técnica para visualizar o cérebro inteiro em três dimensões, os pesquisadores comprovaram que reduzindo o receptor GPR3 se combate a formação da placa e seu acúmulo nos quatro modelos utilizados.

Nos testes de comportamento, um modelo de rato apresentou melhoras em aprendizagem, memória e inclusive na capacidade de relação.

Comparados com tecidos cerebrais de pessoas saudáveis, as amostras recolhidas de doentes de Alzheimer após a morte também apresentaram acúmulos de GPR3, o que sugere que esse receptor pode ser um objetivo terapêutico promissor para combater a doença.

Fonte:http://exame.abril.com.br/



ATUALIDADE

07/10/2015


Inflação sobe a 0,54% em setembro e atinge 9,49% em 12 meses

A inflação no Brasil, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 0,54% em setembro, informou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com isso, o acumulado nos últimos 12 meses chegou a 9,49%. A meta do governo é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

O acumulado entre janeiro e setembro é de 7,64%, acima do registrado em 2014 (4,61%) e o maior para o período desde 2003 (8,05%).

A taxa de setembro é mais que o dobro da de agosto (0,22%) e próxima de setembro do ano passado (0,57%). Dos 9 grupos pesquisados, 4 tiveram alta e 5 tiveram queda em relação ao mês anterior.

Grupos

O botijão de gás tem peso de 1,07% no IPCA e representou individualmente a maior contribuição para a alta de setembro.

Sozinho, o reajuste de 12,98% (menor do que os 15% autorizados) teve impacto de 0,14 ponto percentual e respondeu por cerca de um quarto da inflação no mês.

Habitação foi de 0,29% em agosto para 1,30% em setembro, maior resultado entre os grupos, também com pressão dos itens água e esgoto (1,48%), aluguel residencial (0,59%), condomínio (0,45%) e energia elétrica (0,28%).

Dois grupos importantes foram de quedas em agosto para altas em setembro. Alimentação e Bebidas, o de maior peso, foi de -0,27% para 0,71% com impacto de refeição fora de domicílio (0,77%) e itens como batata inglesa (7,26%) e sorvete (2,62%).

Os Transportes passaram de -0,27% em agosto para 0,71% em setembro devido a uma alta de 23,13% nas passagens aéreas e itens como seguro voluntário (alta de 2,04%).

No Vestuário, chama a atenção a alta dos calçados de 0,78%. Na Saúde e Cuidados Pessoais, o plano de saúde subiu 1,06% no mês.

O maior índice regional foi o de Brasília (1,25%), com impacto de uma alta de 11,70% nas contas de energia elétrica. O menor foi em Campo Grande (-0,28%), onde o mesmo item teve queda de 6,80 após redução de PIS/COFINS.

Fonte:G1



ATUALIDADE

01/10/2015


Primeiro ataque francês contra o
Estado Islâmico na Síria deixa mortos

Pelo menos 30 jihadistas morreram, incluindo 12 meninos soldados. Entre os mortos também estão combatentes estrangeiros.

O primeiro bombardeio francês contra o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria matou pelo menos 30 jihadistas, incluindo 12 meninos soldados, anunciou uma ONG.

"O primeiro bombardeio (no domingo) contra um campo de treinamento do EI no leste da Síria matou pelo menos 30 combatentes, incluindo 12 'cachorros do califado", como o grupo jihadista chama os meninos soldados, afirmou o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman.

Entre os mortos também estão combatentes estrangeiros. O ataque deixou 20 feridos, segundo a ONG.

O ataque francês teve como alvo um campo na província oriental de Deir Ezor, próximo do posto de fronteira de Bukamal, utilizado pelo EI para conectar suas forças presentes na Síria e no Iraque.

A França anunciou que os bombardeios contra o EI na Síria acontecem em "legítima defesa" contra a ameaça terrorista.

O país já participava nos bombardeios da coalizão que luta contra o EI no Iraque.

Fonte:G1



ATUALIDADE

23/09/2015


Drones constroem ponte que suporta humanos

Dois drones foram capazes de construir uma ponte de cordas de maneira praticamente autônoma. Equipados com carreteis motorizados, os aparelhos foram programados para realizar essa tarefa por pesquisadores do Institute For Dynamic Systems and Control, da Suécia – um dos países mais inovadores do mundo.

Com extensão de 7,4 metros, a ponte precisou de 120 metros de corda. Os carreteis permitiram aos controles um controle da tensão das cordas, para que fosse possível oferecer estabilidade para um atravessador.

Mas o ambiente em que os drones trabalharam para construir a ponte também era cheio de tecnologia. A sala é equipada com sensores de movimento de alta precisão e redes sem fio que enviam dados para programas que geram instruções para os aparelhos voadores. O local é chamado de Flying Machine Arena, um espaço voltado para voos autônomos de drones de pequeno porte.

A localização do andaime é medida manualmente antes de iniciar a construção. A estrutura primária e a consolidação, em seguida, podem ser realizadas sem intervenção humana", escreve Federico Augugliaro, um dos pesquisadores responsáveis pelo experimento.

O vídeo demonstrativo publicado no YouTube também mostra, no final, pessoas andando sobre a ponte contruída pelos drones. Confira a seguir.

Fonte:http://exame.abril.com.br/



ATUALIDADE

16/09/2015


Primeiro transplante de
cabeça é marcado para 2017

O primeiro transplante de cabeça da história foi marcado para 2017. O paciente será o russo Valery Spiridonov. Ele foi voluntário para o experimento.

Anúncios anteriores apontavam para a ideia de que o procedimento pudesse ser realizado daqui a dois anos. Agora, no entanto, foi definido que será possível realizar o transplante em 2017.

Spiridonov sofre de uma doença muscular terminal chamada Síndrome de Werdnig-Hoffman. A expectativa do homem de 30 anos é que sua vida seja aumentada em alguns anos graças ao transplante.

O médico responsável será o neurocirurgião italiano Sergio Canavero, que é diretor do grupo de neuromodulação avançada, que fica em Turim, na Itália. Canavero anunciou o plano de realizar o primeiro transplante de cabeça em 2013.

“Tenho muito interesse em tecnologia e qualquer assunto progressivo que possa mudar a vida das pessoas para melhor”, disse Sporidonov em uma entrevista ao Russia Today há alguns meses.

A ideia é transplantar a cabeça de Spiridonov para um corpo que tenha sofrido morte cerebral. A cirurgia não é simples.

Estima-se que ela dure 36 horas e tenha um custo estimado de 11 milhões de dólares. Seriam necessários 150 médicos e enfermeiros no processo.

Para que a cirurgia possa ser realizada, é preciso que a cabeça de Spiridonov e o corpo do doador sejam resfriados durante o procedimento.

“De acordo com Canavero, se tudo correr como planejado, dois anos é o tempo necessário para verificar os cálculos científicos e realizar todos os planos para o procedimento”, disse Spiridonov a uma agência de notícias europeia.

Fonte:http://exame.abril.com.br/



ATUALIDADE

09/09/2015


TCU e MPF cobram acesso a contratos
olímpicos e orçamento do Comitê Rio 2016

A menos de um ano das Olimpíadas do Rio, tanto o Tribunal de Contas da União (TCU) quanto o Ministério Público Federal (MPF) cobram acesso a projetos e contratos e se mostram apreensivos com a falta de transparência dos organizadores e o risco de que o governo federal arque com mais despesas olímpicas em caso de deficit do orçamento do Comitê Rio 2016.

Em entrevistas à BBC Brasil, o ministro Augusto Nardes, destacado pelo TCU para fiscalizar as contas e o legado dos Jogos, e o procurador da República Leandro Mitidieri, do Grupo de Trabalho de Olimpíadas do MPF, cobraram respeito ao corpo de leis que exige prestação de contas detalhada à sociedade sobre os gastos olímpicos, sancionado após o Rio ter sido selecionado como cidade-sede.

Uma delas, a Lei Federal 12.035/2009, deixa claro, no artigo 15º, que "fica autorizada a destinação de recursos para cobrir eventuais deficits operacionais do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016" - exprimindo na legislação o compromisso do governo brasileiro com o Comitê Olímpico Internacional (COI).

A reportagem também ouviu especialistas e entrou em contato com o Ministério do Esporte, Comitê Rio 2016, Prefeitura do Rio, Empresa Olímpica Municipal (EOM) e Autoridade Pública Olímpica (APO), responsáveis diretos pela organização da Olimpíada, cujo orçamento total atualizado é de R$ 38,7 bilhões.

O total é dividido em três frentes orçamentárias: Comitê Rio 2016 (verbas privadas, estimadas em R$ 7,4 bilhões), Matriz de Responsabilidades (gastos com as instalações olímpicas, orçados em R$ 6,67 bilhões) e o plano de legado (com as obras de infraestrutura prometidas ao COI, no valor de R$ 24,6 bilhões).

Transparência e gastos públicos

Para o ministro do TCU, os órgãos de controle não estão tendo acesso a dados importantes, como contratos e projetos executivos. "A falta de transparência é algo que nos preocupa. Estou cobrando mais governança dos Jogos, possibilitando melhor monitoramento dos gastos. Cobrei isso do Nuzman (Carlos Arthur, presidente do Comitê Rio 2016 e do Comitê Olímpico Brasileiro) recentemente durante uma reunião de mais de uma hora em Brasília", disse Augusto Nardes.

Como maior exemplo de despesa originalmente prevista como do Comitê Rio 2016 e absorvida pelo governo federal, o ministro destacou o esquema de segurança das Olimpíadas. Somente o Ministério da Justiça já destinou R$ 350 milhões para investimentos na área.

"A segurança dos Jogos não era para ser paga pela União. Isso não está sendo cumprido", disse Nardes, questionando a ausência de um legado numa área crucial para o Rio. "Vamos ter as Forças Armadas, de acordo com o plano do governo federal, mas deveríamos ter uma política permanente de segurança que ficasse como legado para o Estado", indicou.

Já o procurador da República Leandro Mitidieri relembra que as obras olímpicas ocorrem sob RDC (Regime Diferenciado de Contratação), o que dinamiza as licitações, mas, na prática, também diminui as exigências do processo.

"Com o RDC você tem uma certa liberdade na elaboração dos projetos, o que nos preocupa. Além disso, como há chance de injeção de recurso federal em caso de deficits, os órgãos de controle têm que acompanhar desde já, e não só no final, ou quando esses orçamentos forem extrapolados", indica.

'Contabilidade paralela'

Ainda no final de agosto, na terceira atualização da Matriz de Responsabilidades (lançada em fevereiro de 2014, de forma incompleta, e com quatro anos de atraso), a APO divulgou que o custo das arenas olímpicas aumentou em R$ 70 milhões e, no mesmo dia, o jornal Folha de S.Paulo apontou que gastos da ordem de R$ 409 milhões não constam em nenhuma das três frentes orçamentárias dos Jogos.

Entre os itens omitidos estão as indenizações para moradores da Vila Autódromo, favela localizada ao lado do Parque Olímpico atualmente em processo de remoção, instalação de arquibancadas temporárias durante os Jogos e móveis para a Vila dos Atletas, dentre outros.

Questionado sobre o assunto em entrevista coletiva, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), admitiu uma "contabilidade paralela", de gastos não computados de forma oficial.

"É óbvio que há custos marginais que vou deixar a critério de vocês. Quem quiser fazer contabilidade paralela faz. Não vou discutir com quem entende de outra maneira. Os governos fizeram um critério que é o oficial. Quem quiser fazer paralelo, pode fazer", disse aos jornalistas.

Paes também afirmou que os contratos das obras dos Jogos seriam disponibilizados num site de transparência olímpica da Prefeitura. O site www.transparenciaolimpica.com.br, no entanto, está fora do ar.

Questionados pela BBC Brasil sobre o assunto, EOM, APO e a Prefeitura do Rio disseram não terem mais nada a acrescentar além do que Paes já havia dito.

Ao avaliar as declarações do prefeito, o procurador da República Leandro Mitidieri diz que "é óbvio que não poderia haver contabilidade paralela alguma. Estamos extremamente preocupados".

Ofício e Lei de Acesso à Informação

A BBC Brasil teve acesso a um ofício do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal endereçado a Joaquim Monteiro de Carvalho, presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), datado de 4 de agosto, exigindo a apresentação dos editais, projetos básicos e projetos executivos das obras do Complexo Esportivo de Deodoro e do Parque Olímpico da Barra.

Consultada pela reportagem, a EOM disse tratar-se de "procedimento de rotina" e que "forneceria os documentos dentro do prazo".

O procurador da República Leandro Mitidieri, que assina o ofício, deixa claro que a exigência teve de ser formalizada justamente porque os órgãos de controle não tiveram acesso aos dados em suas fiscalizações de rotina, e que os documentos ainda não foram recebidos.

"Ainda não é uma medida judicial, e acredito que os documentos serão fornecidos à Procuradoria da República. Caso isso não ocorra, configura-se um crime previsto na lei de organização do Ministério Público, além de uma improbidade administrativa", explica.

Em reportagem recente, o portal de notícias UOL indicou ter entrado com 12 pedidos de documentos referentes a obras olímpicas por meio da Lei de Acesso à Informação, mas depois de um ano a Prefeitura do Rio ainda não forneceu os dados.

Para Luiz Moncau, professor da FGV/Rio especialista no tema, a lei foi claramente desrespeitada.

"Há uma grande oportunidade de fazer diferente, em termos de transparência e condução dos processos referentes aos Jogos, que pelo que tem sido relatado não está sendo bem aproveitada. A transparência é uma segurança para o próprio poder público, mostrando eficiência e organização. Mas não é isso que estamos vendo", avalia.

Já o pesquisador da área de planejamento urbano Renato Cosentino, do IPPUR/UFRJ, critica a qualidade das informações. "Além da ausência de dados, a qualidade da informação que é de fato apresentada é muito ruim, o que também é grave. Vemos uma tentativa de inflar o investimento privado nos Jogos quando se fala em orçamento, e as análises mostraram que esta parcela é inferior ao que está sendo divulgado", diz.

Comitê Rio 2016

Mantidas em sigilo, as estimativas de gastos do Comitê Rio 2016 financiados por recursos privados são cruciais para as contas públicas, já que o governo brasileiro assumiu o compromisso com o COI de assumir responsabilidades do comitê caso necessário - o que já ocorreu com a segurança.

Em seu último relatório de auditoria, o TCU fez uma série de recomendações dirigidas ao comitê, entre elas a criação de um Fundo de Contingência dos Jogos, e pediu que o orçamento e relatórios periódicos passassem a ser publicados em seu site.

"A demora na finalização da definição sobre as responsabilidades que serão assumidas pelos governos, em substituição ao pagamento de subsídio, pode acarretar prejuízos aos cofres públicos, uma vez que a experiência demonstra que, quanto mais próximos dos eventos, mais dispendiosas são as contratações pelo poder público", diz o relatório.

O documento cita ainda "limitações enfrentadas pelos servidores do tribunal" durante a fiscalização.

Questionado pela BBC Brasil, o Comitê Rio 2016 declarou que, "ao contrário dos entes públicos, é financiado por recursos privados e por isso não tem a obrigação de prestar contas e publicar seu orçamento" e que "não trabalha com a hipótese de extrapolar seu orçamento".

Já o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, ao ser indagado sobre o assunto pela BBC Brasil em Londres, no início da semana, disse que há cláusulas de confidencialidade com parceiros privados que impedem a publicação de todos os contratos e que as contas serão feitas ao término da Olimpíada.

"Tem alguns contratos que têm confidencialidade de patrocinadores, e as companhias têm que ser respeitadas. Vamos terminar os Jogos e fazer a prestação de contas total da parte que diz respeito ao Comitê Organizador. (Sobre) os demais, cada um fala por si", disse.

Consultado pela BBC Brasil, o Ministério do Esporte negou que o governo possa gradualmente arcar com despesas do comitê.

"Não há absorção gradual de custos por parte dos governos. Desde o período da candidatura, as partes decidiram que as responsabilidades seriam sempre negociadas e definidas em comum acordo, com intuito de se chegar a soluções de gestão mais eficazes, desde que respeitados os parâmetros da boa governança. O que se procura é agilidade nos processos e otimização de gastos públicos. Essa forma de gestão tem propiciado equilíbrio de contas entre o orçamento governamental e o orçamento do comitê organizador".

Sobre as críticas dos órgãos cuja missão é justamente zelar pela boa utilização dos recursos públicos federais, o Ministério do Esporte respondeu que "não existe, no Brasil, projeto tão transparente como a organização dos Jogos Olímpicos de 2016".

Fonte:http://www.bbc.com/



ATUALIDADE

02/09/2015


Veja 8 cargos em alta no mercado
de trabalho durante a crise

Empresas buscam profissional para reduzir custos e melhorar operações. Analista de planejamento financeiro e especialista de compras estão em alta.

Levantamento da Page Personnel, empresa global de recrutamento especializado de profissionais técnicos e de suporte à gestão, parte do PageGroup, identificou 8 cargos que ainda demandam profissionais especializados, apesar do momento de instabilidade e de aumento de desemprego.

"Diante do cenário desafiador, as empresas estão procurando profissionais que possam trazer resultados mais efetivos e imediatos aos seus negócios. A relação de especialistas que identificamos mostra realmente isso, seja pela busca de redução de custos ou melhoria nas operações. Os profissionais que têm um perfil nessa linha podem ter uma oportunidade para um novo desafio, algo que pode ser extremamente positivo em sua carreira", analisa Ricardo Ribas, gerente-executivo da Page Personnel.

Veja os 8 cargos em alta:

1) Executivo de vendas - marketing de performance e mídia digital

O que faz: profissional de prospecção e relacionamento com as principais agências de publicidade e relacionamento com empresas de todos os portes e setores. Venda consultiva de ações de publicidade e marketing aliadas a alta tecnologia, com foco em resultados assertivos e mensuração concreta de resultados
Setor: multinacionais de tecnologia para segmento de publicidade e marketing digital
Motivo: utilização massiva da tecnologia na divulgação de informações, produtos e serviços. Além da busca por mensuração de resultados precisos e taxa de assertividade no impacto do público-alvo. Mercado em alta e carente de profissionais com experiência na área.
Salário: R$ 5 mil a R$ 8 mil

2) Analista de marketing digital

O que faz: responsável por todo o desenvolvimento, execução e mensuração da estratégia on-line: website, e-commerce, redes sociais, além de todas as plataformas on-line. Profissional em contato direto com agências de publicidade e conhecimento de ferramentas como Google adwords, Google analytics, SEO, SEM, CRM, entre outros
Setor: empresas que tenham uma estratégia on-line
Motivo: mundo on-line é cada vez mais importantes e as empresas têm percebido que, para estarem mais próximas de seus públicos-alvo, precisam investir na área digital
Salário: R$ 4 mil a R$ 6 mil

3) Analista de planejamento financeiro sênior

O que faz: responsável pela elaboração e acompanhamento do orçamento na empresa, e consolida os resultados de cada área para o balanço final da empresa.Também pode atuar como business partner financeiro em áreas específicas como vendas, marketing e RH em empresas de maior porte. É importante lembrar que as melhores oportunidades para esses profissionais exigem alta capacidade de comunicação e inglês avançado
Setor: principais empresas que estão contratando são do segmento de bens de consumo
Motivo: empresas estão consertando os erros de contratações feitas com pouca assertividade nos anos anteriores; como o resultado do trabalho desse profissional pode ser medido a médio e longo prazo, alguns dos erros cometidos tiveram reflexos nos resultados de 2014/15 - motivando a substituição dos mesmos. Esse profissional tem a capacidade de ser um “coringa” para áreas de planejamento e controladoria; além de contato direto com áreas de custos, vendas, relações com investidores e planejamento estratégico. Com isso, é um bom investimento em tempos de crise.
Salário: R$ 6 mil a R$ 9 mil

4) Coordenador de TI generalista

O que faz: profissional responsável pela área de TI envolvendo gestão dos profissionais, gestão de projetos, melhorias da estrutura e também na operação, quando necessário
Setor: empresas nacionais e multinacionais de grande, médio ou pequeno porte
Motivo: substituição de volume de analistas por um coordenador capaz de coordenar e "colocar a mão na massa"
Salário: R$ 8 mil a R$ 10 mil

5) Técnico de manutenção

O que faz: profissional atua com manutenção preventiva e corretiva de equipamentos e máquinas
Setor: industrial
Motivo: garantia de manter a funcionalidade de máquinas e equipamentos para mitigar altos investimentos na compra de novos
Salário: R$ 3,5 mil a R$ 7 mil

6) Especialista de compras

O que faz: atua na área de compras de materiais diretos/ indiretos ou contratação de serviços
Setor: indústria, varejo e serviços
Motivo: profissional já era bastante requisitado pelo mercado, no entanto houve aumento por ser uma área com foco em otimização
Salário: R$ 6 mil a R$ 10 mil

7) Secretária jr

O que faz: gestão de agenda, organização de reuniões, traduções, reserva de salas, contato com clientes, logística de viagem e assessoria particular
Motivo: com o intuito de diminuir custos, as empresas estão enxugando o pool de secretárias e substituindo as secretárias sêniores, que acompanham o mesmo executivo por anos, por secretárias recém-formadas e juniores. Apesar de não terem a mesma maturidade profissional, são capazes de desempenhar as funções básicas do secretariado
Salário: R$ 3 mil a R$ 4 mil

8) Coordenador/ supervisor de vendas - B2C

O que faz: coordenação de equipe de vendas para médias contas do varejo
Setor: indústrias de bens de consumo
Motivo: devido ao cenário econômico atual, a indústria de bens de consumo está modificando o perfil do profissional da área de vendas. As empresas estão substituindo o famoso "tirador de pedido" por perfis mais estratégicos, com visão de negócio e bastante pré-disposição a fazer negociações de maneira mais estratégica, consultiva e criativa
Salário: R$ 4 mil a R$ 6 mil

Fonte:G1



ATUALIDADE

19/08/2015


Votação de desonerações é adiada
para esta quarta, anuncia Renan

Presidente do Senado atendeu a pedido do relator Eunício Oliveira.Projeto do governo reonera folha das empresas para aumentar arrecadação.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que a votação do projeto que reduz as desonerações das folhas de pagamento das empresas, prevista para esta terça-feira (18), foi adiada para esta quarta-feira (19).

Renan adiou a votação depois de um pedido do relator, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). O projeto, último item do ajuste fiscal do governo a tramitar no Congresso, é o primeiro projeto da pauta do Senado desde a semana passada. Nesta terça, o presidente do Senado chamou o projeto de "cadáver insepulto".

Eunício Oliveira disse, no plenário, que pediu prazo a Renan a fim de buscar “oportunidade de entendimento”. Ele, que minutos antes havia conversado com o líder do governo no Senado, senador Delcídio do Amaral (PT-MS), disse que a intenção é "harmonizar o sentimento do Senado Federal".

“Eu sei da necessidade que nós temos de virar essa página. E eu tenho dito isso e tenho repetido, mas eu recebi duas ligações e preciso fazer uma reanálise sobre essas duas ligações”, afirmou Eunício Oliveira.

Segundo o senador, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, telefonou a ele e pediu para que marcassem uma nova conversa para esta quarta-feira. Eunício declarou que só acatará modificações se for para beneficiar mais setores.

O relator disse que o prazo até esta quarta-feira é “a última tentativa” para um entendimento. “Não acontecendo esse entendimento, presidente, não há outro caminho a não ser fazermos a votação no dia de amanhã [quarta]”, disse a Renan Calheiros.

Em seguida, Renan acatou o pedido de Eunício, diante da falta de acordo entre as lideranças, e reforçou a necessidade de votar o projeto. "Há um desejo de tirar essa matéria da pauta. Precisamos encerrar esse ajuste", disse.

“Como não há acordo ainda com relação ao mérito da matéria, que caminho deveremos seguir, vamos deixar a apreciação dessa matéria importante para amanhã [quarta]”, afirmou o presidente da Casa.

Texto da Câmara não muda, diz relator

O texto enviado pelo Executivo aumenta a contribuição previdenciária que as empresas têm de pagar ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Diante das dificuldades para equilibrar as contas públicas, essa é mais uma tentativa do governo federal para ampliar a arrecadação.

Minutos antes de pedir ao presidente do Senado prazo para apresentar seu parecer, Eunício Oliveira havia declarado que estava decidido sobre seu relatório e que manteria o texto aprovado na Câmara dos Deputados. Dessa forma, se passar pelo Senado, o texto vai diretamente para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

Na Câmara, o texto aprovado pelos deputados prevê um aumento menor de tributo para as áreas de transportes, confecções, call center, empresas de comunicações e setor calçadista. Eunício Oliveira disse que não apresentará mudança alguma no texto.

A equipe econômica do governo chegou a pedir a ele para que "abrisse o texto", de forma a dar "oportunidade de veto”.

O senador já havia adiantado que estava em dúvida sobre se acataria a sugestão. A “abertura” do projeto, de acordo com o senador, significa a divisão do mesmo texto em mais artigos ou incisos.

O objetivo, segundo ele, seria facilitar possíveis vetos da presidente Dilma Rousseff. Isso porque a Constituição prevê que o veto parcial de um projeto só pode ser feito se abranger todo o texto de um artigo, de um parágrafo, de um inciso ou de uma alínea. Dessa forma, quanto mais "dividido" estiver o texto, mais fácil se torna o veto parcial.

O senador também já havia adantado que, apesar de não concordar com todos os critérios do texto que saiu da Câmara, só mudaria o teor do projeto se houvesse acordo com os deputados.

Oposição

Depois de reunião de Renan Calheiros com lideranças da Casa, líderes da oposição criticaram a decisão do relator de manter a versão da Câmara e disseram que se posicionarão de forma contrária ao texto.

O líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), disse que o texto não contará com o apoio da bancada.

"A proposta que vem da Câmara é recessiva e ampliará mais o desemprego", afirmou o senador. "Caberia ao Senado cumprir seu papel de aprimorar a redação", completou, sugerindo mudanças no texto.

O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), disse que argumentará contra o projeto, no plenário. "O governo tem tudo para perder na votação. Se tiver vitória, será apertada", disse.

Outras votações

Sem o projeto das desonerações, o Senado votou duas propostas de emenda à Constituição (PEC).

Os senadores aprovaram, em segundo turno, a PEC que amplia o prazo em que a União deve destinar ao Centro-Oeste e ao Nordeste percentuais mínimos dos recursos destinados à irrigação. Com a conclusão da votação em segundo turno, a proposta será promulgada pelo Congresso Nacional.

Todas as PECs precisam passar por dois turnos de votação nos plenários da Câmara e do Senado antes da promulgação.

Os senadores chegaram a aprovar também nesta terça a PEC que coloca o transporte como "direito social" na Constituição. Essa proposta, entretanto, foi aprovada em primeiro turno e precisa passar por mais uma rodada de votação antes de ser promulgada.

Fonte:G1



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12/08/2015


Waze ajudará motorista
a evitar multas por rodízio

São Paulo - O Waze adicionou nesta segunda-feira (10), em seus apps para Android e iOS, um novo recurso para ajudar os motoristas da cidade de São Paulo a não esquecer do rodízio de carros.

Com a nova ferramenta, os usuários são conduzidos por caminhos fora da zona de restrição nos dias de rodízio dos veículos, o que retira a necessidade do motorista saber quais são as ruas em que ele pode ou não dirigir.

Para usar a novidade, tudo que o usuário precisa fazer é entrar nas configurações de navegação e cadastrar os dois últimos dígitos da placa do seu carro.

Segundo uma mensagem no aplicativo, após o cadastro, o usuário passará a ser guiado pelo programa baseado na política de rodízio veicular de sua cidade.

Ou seja, em dias de rodízio, o aplicativo ainda irá calcular a rota mais rápida, só que ela será feita evitando a zona de restrição.

Embora uma função com princípio similar já existisse em outros lugares do mundo – como em Paris, onde os usuários do Waze são avisados quando entram e saem de “zonas de controle” –, a cidade de São Paulo é a primeira do mundo a receber essa tecnologia de cálculo de rotas personalizadas em dias de restrição.

Um detalhe interessante da novidade é que ela foi o resultado de uma solicitação feita pelos usuários do aplicativo em julho do ano passado, no fórum do Waze.

Entre as mensagens escritas por eles, está uma feita por Elton Gameiro, que diz que “seria sensacional [se o Waze tivesse uma ferramenta para evitar o rodízio]. Mas para ser útil, ele [o Waze] deveria traçar a rota sem passar pela área de rodízio, ou informar que é impossível alcançar o destino sem passar por ela”. Pois é, Elton, passaram-se alguns meses, mas essa função enfim chegou.

Fonte:http://exame.abril.com.br/



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06/08/2015


Gigantes de gelo derretem
em ritmo recorde, diz estudo

São Paulo - Não é apenas o Ártico que está em apuros. Ao redor do mundo, os gigantes glaciares perdem gelo em um ritmo sem precedentes e que está acelerando. A constatação é de um estudo publicado no periódico científico Journal of Glaciology.

O Serviço de Monitoramento Mundial de Glaciares, coordenado pela Universidade de Zurique, compilou dados mundiais sobre as mudanças na cobertura das geleiras ao longo de mais de 120 anos.

Na pesquisa, as observações da primeira década do século 21 (2001-2010) foram comparadas com todos os dados anteriores, disponíveis a partir de observações de campo e registros transmitidos por satélites.

"As geleiras observadas atualmente perdem entre meio metro e um metro de sua espessura de gelo a cada ano - isto é duas a três vezes mais do que a média correspondente do século 20", explica Michael Zemp, diretor do Serviço de Monitoramento Mundial de Glaciares e líder do estudo.

Os pesquisadores têm testemunhado o recuo crescente das geleiras na Groenlândia, Antártica Ocidental, montanhas costeiras do Canadá e Alasca, assim como na Europa e no Himalaia.

"Medidas exatas desta perda de gelo são relatadas a partir de apenas algumas centenas de geleiras. No entanto, estes resultados se confirmam por observações de campo e por satélite para dezenas de milhares de geleiras em todo o mundo", pondera Zemp.

E o futuro não parece promissor. "As geleiras em muitas regiões, muito provavelmente sofrerão mais perdas de gelo", disse Zemp. "Mesmo que o clima permaneça estável", conclui o estudo.

Fonte:http://exame.abril.com.br/