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    Cuidados para evitar o
    seqüestro relâmpago

    Nos últimos anos, os governos têm tomado medidas para coibir o crime que ficou conhecido como seqüestro relâmpago - nesse tipo de delito, que começou a ganhar força nos anos 2000, a vítima fica em poder dos bandidos por algumas horas, enquanto sacam dinheiro e usam o cartão de crédito do sequestrado.

    Em 2009, uma lei federal elevou o seqüestrou relâmpago ao status de crime hediondo, em que o criminoso pode pegar até 30 anos de prisão. Em 2011, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, sancionou lei proibindo o uso de celulares em agências bancárias, evitando assim a comunicação de bandidos com comparsas que ficam na rua a espera de pessoas que saem das agências com dinheiro (crime popularmente chamado de "saidinha de banco").

    Essa prática chegou a tal ponto que, segundo pesquisa da Febraban feita em 2006, o número de investimentos em poupança aumentou devido ao medo das pessoas de serem vítimas da "saidinha de banco". Nessa mesma época, escritórios de advocacia começaram a contratar profissionais especializados em atendimento a vítimas de seqüestro relâmpago - principalmente para resolver problemas com as operadoras de cartão de crédito.

    Enquanto o Legislativo cria leis que visam conter a prática do delito, os cidadãos podem tomar medidas que evitem o crime, sobretudo na chegada ou saída de bancos e residências, tais como: prestar atenção na movimentação ao redor e, se notar alguém suspeito, pedir ajuda; não estacionar muito longe do local de destino; evitar lugares desertos; não ficar parado muito tempo dentro do carro, quando estiver estacionado; andar com pouco dinheiro, quando possível; abrir bolsas e carteiras com cuidado, evitando mostrar o conteúdo.

    Caso sofra um seqüestro dessa natureza, não deixe de comunicar as autoridades abrindo um Boletim de Ocorrência. Ajude o trabalho da polícia relatando minuciosamente o que aconteceu, quais foram suas perdas e características dos bandidos. Recentemente, a polícia prendeu, com a ajuda das informações recebidas das vítimas, uma quadrilha que praticou mais de 50 sequestros relâmpagos na região do Brooklin, Zona Sul de São Paulo.

    Fonte: Articulando Comunicação - Da Redação